Como disse anteriormente, os planos iniciais da viagem ao Chile foram sendo alterados no percurso. Mas algo que estava desde o início previsto e que não abrimos mão foi fazer uma visita ao Museu Chileno de Arte precolombino.
O acervo é vasto e interessantíssimo. Claro que colegas antropólogos poderiam, por exemplo, elaborar mil e uma críticas a respeito da seleção das peças, dos critérios de classificação e exposição e assim por diante. Algo, aliás, que podemos sempre fazer em todo e qualquer museu, tenha ele ou não pretensões "etnológicas". Mas confesso que quando entro nos espaços museológicos esqueço na bolsa minha carteirinha profissional e deixo-me levar pelo imenso prazer estético em conhecer peças tão interessantes. Como esta da foto (do site do Museu, aliás). É um chemachull, uma estátua antropomorfa de grandes proporções. Dispostas lado a lado em um total de oito figuras o conjunto de estátuas é muitíssimo belo. Abaixo, uma breve descrição:
Hasta las primeras décadas del siglo XX, los Mapuches del sur de Chile utilizaron los chemamull, como uno de los componentes esenciales de los ritos realizados durante el kurikawin o velorio de sus muertos. Primero, la estatua de madera se colocaba junto al difunto, mientras un larga lista de parientes y personalidades pronunciaban discursos alabando al muerto y recordando sus mayores logros. En la etapa final de la ceremonia, el chemamull era erigido junto a la tumba para señalar el lugar donde permanecería el cuerpo.
En la cultura tradicional mapuche, estos ritos eran necesarios ya que la muerte se concebía como un poderoso elemento de equilibrio entre las fuerzas que controlan el universo. De esta manera un rito mortuorio desarrollado según la tradición o admapu, garantizaba que el espíritu del difunto, luego de vagar un tiempo entre los vivos en forma de Am, realizara su viaje hacia el Nag Mapu, incorporándose a los espíritus de los antepasados que velan por sus parientes vivos. No obstante, si los deudos descuidaban estos ritos, era muy probable que el Am fuera capturado por algún brujo y convertido en un espíritu maligno.
Mudando de assunto. Acho que curti o museu porque, no fundo, gosto mesmo é de observar objetos e esculturas. Não que as entenda, estou longe de decifrar seus significados. Mas sinto maior prazer observando volumes à pinturas. De onde vem isso, não sei. Mas acho que isso não importa muito, não é mesmo?