sábado, 31 de janeiro de 2009

Gatos


Esta aí é a Monalisa. Gata persa que está comigo há seis anos.
Antes dela tive a Princesa, a Morgana, o Petucho e mais "meia dúzia" de gatos sem nome que se multiplicavam a cada cria e que partiam sem mais nem menos (ok, confesso, naquela época a idéia de castrar os bichanos não era viável).


Cheguei mesmo a cuidar por alguns dias do Fígaro, gato de minha prima. Por ocasião da ida da família à praia ele se sentiu sozinho e daí foi caminhando bucolicamente até a minha casa e sem a menor cerimônia entrou no meu quarto, subiu na minha cama e por ali ficou até seus donos regressarem...

Antes dos gatos tive um cachorro chamado Brincalhão. Um vira-lata com pinta de dálmata, que ao longo de sua vida foi atendendo pelo diminutivo Brinca. Mas minha mãe fazia questão de mantê-lo preso a uma corrente. E, definitivamente, cachorro preso é cachorro triste e cachorro triste e criança não combinam. O pobre morreu velhinho, coitado, e não teve nenhuma vida exemplar, infelizmente. Acho que por esta razão passei a me afeiçoar tanto a gatos. Eles são livres - pelo menos bem mais livres que aquele cão que tive na infância.

Há quem não goste de gato justamente por considerar os bichanos independentes demais e bem menos fiéis e carinhosos que os cães. Não vou por mais lenha nesta fogueira argumentando porque penso que não é bem assim... O fato é que eu gosto desse jeito dos felinos. E ponto.

E, consequentemente, vira e mexe estou enlouquecida com alguma invenção relacionada aos gatos. Olhem só esta, que vi publicada no blog Bem Legaus (ver comentários em http://www.bemlegaus.com/2009/01/cat-toilette.html). Bacana, não?




























sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Brasília, parte III: cores & arte



A cada viagem que faço cumpro um roteiro religioso. Não por devoção específica a esta ou aquela religião, nem por força do hábito constituído nestes quatorze (!) anos de pesquisas acadêmicas na área de Antropologia da religião.

O fato é que sempre fiquei muito impressionada com a arquitetura religiosa, a grandiosidade dos templos, a profusão dos símbolos.

E, neste sentido, Brasília reservou gratas surpresas.


A Catedral Metropolitana é bastante conhecida pela sua arquitetura arrojada. Mas o que impressiona mesmo é seu interior. A economia de imagens - creditada, segundo um comentário de um visitante a seus acompanhantes, ao ateísmo de Niemeyer... - cria uma atmosfera muito propícia à introspecção, bem como à contemplação destes magníficos anjos suspensos em cabos de aço.



















Há também uma bela imagem da Virgem com seu filho morto nos braços.





Mas atenção:





Saindo da Catedral, vale a pena visitar o Santuário Dom Bosco. Bastante simples: dirija-se ao ponto de ônibus que fica na rua lateral à entrada principal da Catedral e pegue a linha 114 - Circular. Ele atravessará toda a L2 e depois entrará na W3, endereço do Santuário (quadra 702).
Quando entrei no Santuário fiquei impressionada, com a sensação que todo aquele azul invadia minha alma. Inexplicável a sensação de bem-estar e a beleza do local.




Outra experiência muitíssimo interessante foi conhecer o CONIC.


Vale ler (aqui) a descrição feita por Daniel Duende, no Overmundo. De fato, você encontra de tudo ali. Bom sinal de convivência?


Deixando o circuito religioso de lado - sim, desta vez não aceitei a sugestão de minha anfitriã para ir conhecer outros templos, tampouco a sugestão de meu marido para ir até o Vale do Amanhecer - vale mencionar um ponto próximo a este centro comercial sui generis.



Trata-se do Centro Cultural da CAIXA. Além do espaço destinado às exposições, vale muito visitar o Átrio dos Vitrais do Edifício-Sede da Caixa.

O Átrio é composto por vitrais representando os estados brasileiros, seguindo ordem das regiões. Ao todo são 24 vitrais (pois na época os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul não eram divididos e Tocantins não
existia).

Na foto, detalhe dos estados de São Paulo, em primeiro plano, e do Paraná.


Brasília, definitivamente, explora a potencialidade das cores.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Brasília, parte II: cores & consumo

Uma das melhores experiências de minha viagem a Brasília foi conhecer um pouco do artesanato produzido com matéria-prima do Cerrado. Especialmente na Feira da Torre, mas também em outros pontos da cidade, foi possível encontrar flores artificiais que são montadas com folhas secas (esqueletizadas) - a chamada folha-moeda:




Após a secagem, as folhas são tingidas, assim como outras flores típicas do Cerrado. O efeito visual do conjunto de flores tingidas é lindo, como se vê na foto que tirei das bancas montadas em frente à Catedral de Brasília.








Voltei com estas três (por R$ 5,00):






O colorido também se faz presente na diversidade de sementes utilizadas na produção de muitos artefatos, como bandejas, relógios de parede, penduradores, tampos de mesas, objetos de decoração e bijouterias.









As bolas de semente eu já conhecia, tanto é que tinha uma de aniz (a maior, na foto abaixo). Além de bonitas, elas são muito perfumadas! Aproveitei para aumentar a coleção, diversificando os aromas: comprei uma de cravo (à esquerda), uma de café (à direita, ao fundo) e uma de canela (à direita, em primeiro plano). As menores custaram R$ 3,00 e a de tamanho médio (a de café), R$ 5,00.



Por fim, as bijous. Ampliei o estoque de "colares de antropóloga" com estes abaixo (o roxo, presente da anfitriã), por R$ 5,00 cada:



Momento cores & consumo chega ao seu final.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Brasília



Depois de cinco dias viajando, eis-me de volta à rotina. A viagem foi tão agradável que estou com ânimo renovado e nem está sendo tão difícil assim voltar ao trabalho.

Ofereci-me para ir à Brasília para fazer a inscrição de meu marido em um concurso, já de olho na possibilidade de rever uma amiga querida que atualmente mora lá. Acabou que o maridão, por diversas razões, desistiu do concurso - mas eu é que não ia desistir da viagem!

Dei-me conta, já no meio do percurso, que esta foi uma das primeiras vezes, senão mesmo a primeira, que viajei sozinha sem o compromisso de apresentar uma comunicação em um congresso ou resolver qualquer pendência. Viajar apenas pelo prazer de viajar, de rever gente querida. Amei a experiência! Desejo repetir isto mais e mais vezes.

Foi uma delicia passar cinco dias conversando, rindo, tomando banho de chuva (sim, choveu horrores por lá nestes dias), experimentando comidinhas, conhecendo a cidade e tentando entender a lógica do planejamento urbano da Capital Federal. Tudo sem pressa, como deve ser. E ainda ter uma anfitriã cuidadosa, que deixou a minha espera uma caixa de alfajores!

Vale a pena conhecer Brasília em virtude de seu planejamento muito particular. Fiquei impressionadíssima com a lógica da setorização, até na Feira da Torre as barracas estão dispostas de acordo com esta lógica: setor de roupas, setor de flores, setor de alimentação... Na cidade até onde não se lê a palavra "setor" a segmentação se insinua, como na sequência de igrejas que fica na L2.

Ah, sim, as ruas do plano piloto recebem números e os pontos cardeais organizam os endereços, de modo que você tem a rua Oeste 3 na Asa Norte (W3N) e Oeste 3 na Asa Sul (W3S), por exemplo. O traçado em formato de avião (daí as asas...) é, no mínimo, curioso. Nas asas concentram-se as residências, organizadas no que se chama de superquadra. Cada superquadra corresponde, grosso modo, a um condomínio de cerca de dez prédios, dispostos de modo irregular (ou seja, nada de um predinho ao lado do outro como se fossem pedras de uma sequência de dominó), o que possibilita a criação de um espaço de convívio entre um prédio e outro. Dependendo da superquadra os prédios têm três ou seis andares. Tudo muito arborizado e tranquilo. Talvez bucólico demais, diria eu, desacostumada com esta marcada separação entre residência e comércio (restrito ao "entrequadras").

No eixo monumental encontram-se alguns dos principais equipamentos culturais da cidade e os órgãos públicos. Mas sobre eles eu comento aqui outro dia.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Off-line

Estou com acesso restrito a internet nestes últimos dias.

Nao aconteceu nenhum problema, nao há com o que se preocupar. É que estou na cidade de Brasília, visitando uma amiga. E temos tanto, mas tanto papo para colocar em dia que a verificacao de e-mails e afins nao é prioridade neste momento.

Quando regressar à Sao Paulo conto mais sobre os dias que passei visitando a capital federal.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Show: Luiz Melodia

Ontem fui assistir a um show do Luiz Melodia no teatro do SESC Vila Mariana. Nunca tinha acompanhado um espetáculo dele: há quatro anos atrás, quando ainda morava em Campinas, cheguei a combinar com uma amiga de ir assistir a uma apresentação que iria acontecer no Centro de Convivência, salvo engano. Mas a dita apresentação foi cancelada. E aqui em São Paulo nunca consegui vê-lo, já que os ingressos de seus shows são vendidos muito rapidamente.

Mas por pura sorte, há dois finais de semana atrás fui almoçor na Comedoria do SESC Pinheiros e vi o anúncio do espetáculo na programação. Comentei com Marco e ele me disse: "ah, esquece, deve estar lotado". Quase lhe dei ouvidos. Mas resolvi ir perguntar, assim como quem não quer nada, se ainda tinha ingresso à venda. E tinha!

Havia lugar apenas no balcão. Mas tudo bem. Melhor seria, é claro, ficar ali nas primeiras filas como já aconteceu em shows de Paulinho da Viola, Monica Salmaso, Teresa Cristina & Grupo Semente, Zizi Possi, dentre outros. Mas perder este show é que eu não ia não!


O show foi incrível. Foi espetáculo de lançamento do CD e DVD Estação Melodia, no qual Melodia interpreta sambas dos anos 1930, 1940 e 1950, com direito a uma versão de Fadas (*), com toques de maxixe, e a um momento mais intimista com Estácio Holy Estácio. E ainda tivemos o prazer de ver Melodia sambando lindamente...


Ai que vontade de dançar!

(*) Achei no Youtube um vídeo da interpretação desta música em um show em Goiânia. http://www.youtube.com/watch?v=qi_x3UXh_F8


domingo, 18 de janeiro de 2009

Promoções


Em minhas andanças pelo recém descoberto mundo dos blogs, deparei-me com uma infinidade de promoções. Há sorteio de brindes de toda a espécie e, na maioria dos casos, basta enviar um e-mail ou deixar um recado para increver-se no sorteio. Há também sorteios nos quais você precisa contar alguma história ou mandar foto disso ou daquilo. Destes, estou fora! Tenho criatividade zero para participar deste tipo de promoção.


Mas, quanto aos outros, bem... embora nunca tenha sido muito animada com sorteios, acabei me lembrando que durante dois anos consecutivos ganhei brindes em "sorteios da firma", he he. Então não custa ficar de olho nos seguintes blogs que testam nossa sorte:


Bah Tri Legal Tche, Eu Comprei, Garotas de Sorte, Garotas Phynas, Inveja do Bikini,

Shampoo de Laranja, 2 beauty, Trendy Twis


Quer participar também?

sábado, 17 de janeiro de 2009

Novidades do mercado



Provei na casa de uma amiga e adotei. E olha que eu não sou muito fã de queijo minas...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Paulistanices


Uma das coisas que mais me provocou gargalhadas até hoje foi saber que uma das linhas de ônibus que liga USP e UNICAMP recebeu o sugestivo nome de “Massa crítica”. Melhor ainda é o slogan: “cultura rodotransportada”. Quando me contaram, não acreditei. Mas sim, existe. Eu vi e até já peguei o tal ônibus para ir à Campinas e acompanhar a defesa de tese do maridão.

Do mesmo estilo e também capaz de causar muita risada é certa alcunha para a Av. Pedroso de Moraes, no bairro de Pinheiros, entre a Praça dos Omaguás e a R. Cardeal Arcoverde. Em uma matéria vista em um dia desses chamavam o trecho de “Quadrilátero da inteligência”. Certamente um superlativo e tanto para o “quarteirão dos sebos”, nome como também é conhecido o trecho no qual seis ou sete lojas de livros usados estão instaladas. Aliás, vale permanecer algumas horas entre estantes dessas lojas, pois sempre é possível encontrar algum livro interessante a um preço razoável.

Mas o que vale contar, aproveitando a deixa, é que entre um sebo e outro há uma papelaria cuja vitrine sempre me encheu os olhos. Mas durante muito tempo tive receio de entrar na loja por estimar que aqueles produtos lindos jamais caberiam no meu bolso. Até que um dia super Marco, que é bem mais aventureiro que eu, voltou de lá com um bloco de anotações lindo, com capa forrada em tecido e perfeito acabamento, além de uma bolsa, dessas para carregar compras do supermercado e dispensar as quinhentas e quinze sacolinhas plásticas que demoram séculos para desaparecer. E jurou que os produtos não tinham preços abusivos. E, avaliando bem, não tinham não.

Então, no final do ano passado, lá fui eu conhecer a loja. Chama-se Encaixe. O catálogo disponível on line não dá conta de mostrar com justiça a variedade e a beleza dos produtos. Mas dá para matar a curiosidade, de qualquer modo.

Eu me apaixonei por este bloco com estampa de gatos.

E também não resisti a este outro, roxo!


Agora, com estes blocos lindos, vamos ver se eu me disciplino e deixo de anotar as idéias em folhas soltas.

Encaixe - Loja
Av.: Pedroso de Morais, 821
Pinheiros - SP (em frente a Fnac)
Telefone: 11.3032-1625


P.S. E acabo de descobrir que "massa crítica" também é o nome de um movimento mundial de bicicletadas...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

dividindo o espaço público


Maridão está se preparando para prestar um concurso público na próxima semana. Trinta e um candidatos. Parece pouco, mas não é. Então é normal que a gente esteja um pouco ansioso. E que ele, que quase nunca se incomoda com minha presença em casa, sugira docemente que eu dê uma saída para liberar a casa só para ele, os livros e o computador. E a Monalisa, é claro.

Entendi o recado. Então, depois de passar na bilioteca da USP para emprestar dez livrinhos para ele, peguei o busão e me dirigi ao Shopping Eldorado. Queria almoçar por lá e depois dar uma conferida na promoção da Tok & Stok e que fica ali perto. E ir ao Eldorado sempre é uma boa desculpa para comprar uma trufa de graviola na Cacau Show e namorar, de longe, os alfajores do Havana. Ah! Acho que não falei isto aqui ainda: sou chocólotra...

Bem, voltando ao almoço. Eu acho o cúmulo do desrespeito pessoas ficarem guardando lugar para colegas enquanto outros tantos indivíduos ficam equilibrando a bandeja e observam seu prato esfriar durante a pergunta "tem alguém sentado aqui?". Ora, se o lugar está vazio é porque não tem ninguém sentado ali, certo? Errado. Sempre tem um misterioso alguém, que já vem.

Mas hoje presencei uma cena até então inimaginável. Quatro jovens estavam sentados à mesa, dessas com oito lugares. Na outro extremo estava eu. Havia, portanto, três lugares disponíveis. Duas mulheres se aproximaram e perguntaram se os lugares estavam ocupados (argh!) e um dos rapazes respondeu que sim. Cerca de quinze minutos depois, os lugares ainda permaneciam vazios. Moral da história: o rapaz impediu que duas mulheres compartilhassem a mesa simplesmente porque ele não desejava ter ninguém sentado ao seu lado.

Quando percebi isto fiquei tão chocada! Afinal, trata-se de um espaço público. Ou não?

Por sorte uma senhorinha logo se aproximou e não se intimidou com o grupo. Perguntou a mim se o lugar estava vago e eu, claro, respondi que sim.

Saí dali meio desnorteada, confesso. E acabei me limitando a entrar no supermercado, comprar o de comer e voltar para casa.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Seriados

Você já assistiu a algum episódio de Ugly Betty?

Estou completamente viciada nesta série, muito embora meu marido não consiga entender muito bem a razão que me leva a acompanhar a saga de Betty Suarez. Tudo bem. Ele também não entende minha paixão por CSI Las Vegas. E, cá entre nós, talvez seja bem mais fácil explicar por que Ugly Betty me conquistou que tentar justificar minha fissura pelo CSI.

CSI é um programa sobre um grupo de investigadores criminais que dispõem de um aparato tecnológico fabuloso para coleta e exame de provas que conduzem, quase sempre, à revelação do culpado pelo crime. Em torno da parafernália utilizada durante as investigações giram as cenas com maior número de efeitos visuais e sonoros, a maior parte delas bastante impressionantes (como acompanhar a trajetória de um projétil através de um corpo humano) e, algumas vezes, também cômicas ou bizarras, a depender do ponto de vista.

Mas se a grande diferença deste seriado para outros do gênero consiste em explorar os recursos visuais e sonoros de um modo bastante inovador, tendo como pano de fundo a trama de investigadores forenses, a graça do CSI, ao menos para mim, não está exclusivamente aí. Nenhum crime se resolve sem o raciocínio metódico de Grissom e sua equipe e é a habilidade peculiar com que eles montam os quebra-cabeças que, definitivamente, me surpreende.

Após ter assistido a todos os episódios do CSI Las Vegas e ficar realmente angustiada esperando “as cenas do próximo capítulo”, resolvi acompanhar outros seriados. Primeiro surgiu Alice. Mas a primeira temporada teve apenas treze episódios, o que para aplacar minha ansiedade foi quase nada. E foi aí que entre uma tentativa e outra de encontrar um concorrente à altura do CSI Las Vegas que acabei assistindo a um episódio do Ugly Betty.

Difícil resistir ao encanto da Betty! Ela é docemente desajeitada, excessivamente responsável, deliberadamente honesta, absolutamente leal aos seus amigos. Tais características, por supuesto, contribuem para que situações adversas sejam enfrentadas por Betty, quer no ambiente profissional ou no âmbito familiar. Nem sempre com êxito. Há, é claro, uma série de lugares-comuns, sintetizados na oposição feiúra versus beleza, mas isto é apenas o pano de fundo para explorar outros temas. Cheia de excessos, a personagem brinca com os temas da confiança e do sucesso.

Acho que não é o caso de dizer: "que atire a primeira pedra quem não teve seu dia de Betty Suarez!". Não se trata de simplesmente identificar-se com a personagem, embora isto possa ocorrer em maior ou menor grau. O que sinto pela Betty não é empatia. Simpatia, talvez? Não sei ao certo. Sei apenas que me divirto muito vendo a série e que gosto de acompanhar como esta, e não qualquer outra personagem, vai lidar com os desafios.

Enfim, agora sou fã de carteirinha de duas soap operas...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Netvibes


Uma das decisões de ano novo, por assim dizer, é otimizar o tempo. Reta final de escrita da tese, já viu, não dá para perder o foco no trabalho.

Ocorre que todos os dias pela manhã, antes de começar o trabalho, eu preciso checar o correio eletrônico, ler o jornal e conferir as notícias publicadas nos blogs que acompanho. Enquanto eu não fizer isto, não acordo; é uma espécie de “esquenta” para a sequência de leitura e escrita que o trabalho da tese envolve.

Não é difícil prever que esta rotina matinal toma um tempo danado. Mas não estou de acordo que tudo isto seja simples perda de tempo. Como, então, criar condições mais favoráveis para o cumprimento desta rotina?

Há tempos eu havia lido uma matéria sobre agregadores de notícias. Dentre os muitos indicados na tal reportagem, à época eu me inscrevi no Netvibes , cuja descrição é a seguinte:

serviço web grátis que traz suas fontes de mídia favoritas e serviços online. Tudo o que importa para você — blogs, notícias, previsão do tempo, vídeos, fotos, redes sociais, e-mail e muito mais — é atualizado automaticamente a todo momento que você visita sua página.

Embora tivesse considerado o serviço interessante, deixei-o de lado, nem sei bem por qual razão. Mas dado o ímpeto de organização que me acometeu nesta passagem de ano, resolvi recorrer novamente ao Netvibes e explorar seus recursos.

E não é que o dito cujo realmente facilita a vida? É super simples cadastrar os endereços dos sites e blogs que você pretende acompanhar. Feito isto, a um só clique você verifica as novidades de todos os endereços cadastrados.

Ao menos esta promessa de ano novo já está sendo cumprida.

http://www.netvibes.com

domingo, 11 de janeiro de 2009

Natural Fashion


Desde que mudei para a região do Butantã não havia me aventurado a conhecer as opções de comércio para as bandas de cá do rio Pinheiros. Por hábito e comodidade quase sempre pego o busão, atravesso o rio e procuro em Pinheiros os artigos que não encontro aqui nas imediações. Não deixa de ser uma maneira de matar as saudades do primeiro bairo em que morei quando me mudei para a cidade de São Paulo.

Mas na semana passada resolvi conhecer o Continental Shopping. Se o excesso de dourado nos demais shoppings desta cidade me deixam de estômago embrulhado, é fato que sua ausência também causa estranheza. Mas, se por um lado, o shopping tem uma aparência, digamos, mal cuidada, por outro, descobri que para os meus desejos consumistas ele quebra um super galho.

Em um mesmo ambiente encontrei algumas lojas de departamento nas quais normalmente consigo garimpar roupinhas básicas que cabem neste corpinho e que custam um preço razoável. Há outras lojas mais modetes, mas nestas eu dificilmente consigo encontrar algo que me agrade então eu desisto de entrar nelas por princípio.

Mas o grande achado, mesmo, foi uma loja no terceiro piso, quase em frente a uma quase escondida praça de alimentação. Chama-se Natural Fashion. Comercializa roupas com algodão "que já nasce colorido pela própria natureza".

Além do apelo ecológico - visto não haver tingimento das fibras - também vale observar que os produtos resultam de um programa de desenvolvimento local sustentável. Para conhecer melhor o projeto do CoopNatural e os modelitos (e outros pontos de venda) basta acessar o seguinte endereço: http://www.naturalfashion.com.br

Eu já conhecia a marca e posso assegurar que os produtos são de ótima qualidade. E o melhor de tudo: são lindos!

Só sei que eu, que só ia conhecer o shopping, saí de lá com duas sacolinhas.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

lavanderia


Minha lavanderia é minúscula. Não que eu não soubesse disso quando comprei o apartamento. Mas por uma ilusão de ótica ou pelo excesso de otimismo cheguei a pensar que a lavadora, o tanque, o cesto de roupa suja (um velho baú de vime que me acompanha desde a adolescência) e todas as tranqueiras que deveriam ficar na lavanderia caberiam nela.

Ledo engano.

Foi aí que em um dia tive um ataque de fúria e arranquei o pobre tanque da parede. Era um tanque bem simples, de plástico, então livrar-se dele não gerou nenhum peso na consciência. Decidi abrir mão do tanque para que, em seu lugar, eu pudesse manter provisoriamente uma estante de aço e nela guardar todas as coisas que precisam ficar naquele espaço (ou que não tem outro espaço para serem guardadas, como a caixa de transporte da Monalisa, por exemplo). Achei que não faria falta aquele mísero tanque.

Mas fez. E depois de admitir isto, lá fui eu então pesquisar alternativas. Não queria um tanque feioso, afinal vê-se a lavanderia desde a cozinha e é simplesmente impossível colocar qualquer divisória a fim de esconder o dito cujo. E preciso de um armário, sem o qual as tranqueirinhas continuarão desorganizadas e à mostra.

Depois de muita pesquisa achei um tanque sob a medida de minhas necessidades. Após inúmeras pesquisas de preço decidi-me por comprar o produto no site do Comprafácil: o preço era o menor e devido a uma promoção teria o frete grátis. Maravilha, não?

Não, não foi. Começou com o prazo de entrega: dezessete dias úteis. A concorrente entregaria em três, cobrando cerca de R$ 100,00 a mais pelo produto, fora o frete. Achei melhor esperar e economizar a diferença. E, afinal, depois de tantos dias sem tanque, alguns dias a mais ou menos não fariam muita diferença, pensei.

A entrega do produto, estimada para os últimas dias de dezembro, não foi realizada. Pensei: malditos dias úteis que foram transformados em dias "inúteis" em virtude de natal e ano novo. Mas daí chegou segunda, chegou terça e nada de entrega. Na seção para acompanhamento do pedido apenas uma mensagem: "aguardando entrega pelo fornecedor".

Liguei, então, para o atendimento ao consumidor. Depois de quatro tentativas, eis que descubro que o produto "não se encontra em estoque" e de que não há qualquer previsão de entrega. Como assim? Então quer dizer que a loja vende um produto de que não dispõe, me faz esperar um tempão, em nenhum momento entra em contato para prestar um esclarecimento e a culpa é do fornecedor?

Hoje cancelei o pedido. E lá vou eu para a concorrente.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

lar doce lar

Moro na cidade de São Paulo desde dezembro de 2005. No ano passado consegui comprar meu apartamento e isto me deixou muito feliz! É tão bom ter um cantinho da gente, não é mesmo?

O apartamento fica em um condomínio construido nos anos 1980. Mas tanto o prédio como o apartamento estão bem conservados, felizmente. A antiga proprietária quando adquiriu esta unidade, há quase seis anos atrás, fez um mega reforma e, por esta razão, não foi necessário mudar muita coisa no apartamento quando o comprei - uma entre tantas razões para ter escolhido este e nenhum outro da lista de 36 imóveis que visitei no primeiro trimestre de 2008!

Hidráulica e elétrica estavam em perfeitas condições de funcionamento. A parede entre cozinha e sala foi derrubada e com isso o cômodo ganhou muita luz, ar e amplidão. O terceiro (e minúsculo) quarto foi integrado ao quarto, instalando ali um lavabo e uma banheira de hidromassagem. O antigo banheiro da área de serviço foi ampliado e transformou-se no banheiro da recém formada suíte. Por fim, louças, metais, pisos e revestimentos também estavam ok.

Assim, como o apartamento já estava bem planejado (salvo a área de serviço, que ficou mínima após ceder espaço ao banheiro da suíte), minha atenção se voltou a alguns detalhes como pinturas, cortinas, etc. Por falta de grana e também por certa inspiração nos ancestrais pintores de parede resolvi dar conta da tarefa de mudança de cores no ambiente. Mas o trabalho teve que ser adiado por um longo período - caso contrário eu não daria conta de entregar meu relatório de qualificação da tese de doutorado...

Na primeira fase de pintura dei conta da sala (branca com uma parede vermelha, meu sonho de consumo!) e do escritório (verde!). Ainda falta pintar algumas paredes do quarto e da cozinha, além de texturizar uma parede da sala. Pretendia fazer isto antes da passagem do ano mas não deu. Tarefa para ser cumprida devagar, neste preguiçoso começo de ano .

Mas por estes dias o que tem mesmo me ocupado a cabeça é a idéia de fazer uma cortina de miçangas. A banheira integrada ao quarto ora me encanta, ora me desagrada muito. Andei pensando que um cortina de miçangas poderia criar a sensação de separação dos ambientes, porém sem comprometer sua iluminação. Mas antes de me meter na 25 de março atrás dos badulaques, preciso pensar melhor e também conversar com o maridão a este respeito (além de avaliar se a Monalisa, minha gata, não vai destruir a dita cuja).

Enquanto isso, andei pesquisando na internet algumas idéias. Uma das que mais me agradou foi esta aqui: http://www.empresarianeurotica.blogger.com.br/2006_09_01_archive.html

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Visita de amigos

Ontem recebi a visita de Regiane e sua família (irmã, mãe e tia). Foi muito especial. Em meio a tantas pessoas por visitar e a tantos lugares por conhecer, Regiane fez questão de conhecer meu cantinho paulistano e trazer sua família contigo nesta visita. Senti-me muito honrada e feliz por receber pessoas tão queridas.

Conheço a Regiane há cerca de quatorze anos. Frequento a sua casa mais ou menos por este mesmo período de tempo. E sempre me senti muito acolhida naquele lar. E por esta razão foi tão especial recebê-la acompanhada dos seus familiares.

Ao longo destes anos estudamos juntas, trabalhamos juntas em duas empresas diferentes, rimos muito, trocamos confissões, desabafamos. Quando minha avó faleceu, em 2006, ela esteva lá, ao meu lado, secando minhas lágrimas. Mesmo à distância seguimos acompanhando a trajetória uma da outra, sempre com uma admiração muito grande.

Bom rememorar esta história, sobretudo em um dia no qual descubro que as palavras de Guimarães Rosa que escolhi com tanto carinho e cuidado foram repassadas aos amigos dos amigos. Se, por um lado, isto me deixou muito feliz - gentileza gerando gentileza! - por outro senti-me um pouco incomodada ao ver a cópia do gesto. Acho que tinha em mente que aquelas palavras seriam uma espécie presente, do qual você não se separa ou, se resolve distribuí-lo porque considerou aquilo incrível diz, com todas as letras e para todas as pessoas: ganhei isto e gostaria de compartilhar com você!

Mas não houve crédito. E isto me entristeceu tão profundamente.

Nem tanto pelo gesto, eu acho. Mas por que faz pensar a respeito do quanto criamos expectativas (entre outras coisas, a respeito de como as coisas deveriam ser) e do quanto tais expectativas podem/devem ou não ser cumpridas. E sobre o que significa ser verdadeiramente original, criativo, gentil e desapegado.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

feliz ano novo!

O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.
(Guimarães Rosa)
No final de 2008 encaminhei aos meus amigos estes versos de Guimarães Rosa como mensagem de Natal. Meus votos são que 2009 seja um ano de muita vida para todos. E de muita coragem!

Decidi que o gesto de escrever estes versos constituiria um modo de combater a rudeza do dia-a-dia (exacerbada nos dias de dezembro, quando o comércio está lotado e as pessoas se acotovelam e furam filas achando que tudo isso é normal e faz parte do espírito natalino...).

Confesso que isso faz parte de um plano maior que é de tornar os dias de 2009 mais amenos através de pequenas gentilezas. E para começar decidi enviar os versos acima aos amigos, próximos ou distantes. E, para alguns, também um pequeno mimo, com direito a laços coloridos!



Espero ter efetivamente alegrado o dia de quem recebeu o agrado.