
Você já assistiu a algum episódio de
Ugly Betty?
Estou completamente viciada nesta série, muito embora meu marido não consiga entender muito bem a razão que me leva a acompanhar a saga de Betty Suarez. Tudo bem. Ele também não entende minha paixão por
CSI Las Vegas. E, cá entre nós, talvez seja bem mais fácil explicar por que
Ugly Betty me conquistou que tentar justificar minha fissura pelo
CSI.
CSI é um programa sobre um grupo de investigadores criminais que dispõem de um aparato tecnológico fabuloso para coleta e exame de provas que conduzem, quase sempre, à revelação do culpado pelo crime. Em torno da parafernália utilizada durante as investigações giram as cenas com maior número de efeitos visuais e sonoros, a maior parte delas bastante impressionantes (como acompanhar a trajetória de um projétil através de um corpo humano) e, algumas vezes, também cômicas ou bizarras, a depender do ponto de vista.
Mas se a grande diferença deste seriado para outros do gênero consiste em explorar os recursos visuais e sonoros de um modo bastante inovador, tendo como pano de fundo a trama de investigadores forenses, a graça do
CSI, ao menos para mim, não está exclusivamente aí. Nenhum crime se resolve sem o raciocínio metódico de Grissom e sua equipe e é a habilidade peculiar com que eles montam os quebra-cabeças que, definitivamente, me surpreende.
Após ter assistido a todos os episódios do
CSI Las Vegas e ficar realmente angustiada esperando “as cenas do próximo capítulo”, resolvi acompanhar outros seriados. Primeiro surgiu
Alice. Mas a primeira temporada teve apenas treze episódios, o que para aplacar minha ansiedade foi quase nada. E foi aí que entre uma tentativa e outra de encontrar um concorrente à altura do
CSI Las Vegas que acabei assistindo a um episódio do
Ugly Betty.

Difícil resistir ao encanto da Betty! Ela é docemente desajeitada, excessivamente responsável, deliberadamente honesta, absolutamente leal aos seus amigos. Tais características,
por supuesto, contribuem para que situações adversas sejam enfrentadas por Betty, quer no ambiente profissional ou no âmbito familiar. Nem sempre com êxito. Há, é claro, uma série de lugares-comuns, sintetizados na oposição feiúra
versus beleza, mas isto é apenas o pano de fundo para explorar outros temas. Cheia de excessos, a personagem brinca com os temas da confiança e do sucesso.
Acho que não é o caso de dizer: "que atire a primeira pedra quem não teve seu dia de Betty Suarez!". Não se trata de simplesmente identificar-se com a personagem, embora isto possa ocorrer em maior ou menor grau. O que sinto pela Betty não é empatia. Simpatia, talvez? Não sei ao certo. Sei apenas que me divirto muito vendo a série e que gosto de acompanhar como esta, e não qualquer outra personagem, vai lidar com os desafios.
Enfim, agora sou fã de carteirinha de duas
soap operas...