
Recebi da
Angel o desafio de escrever quais são as três coisas que eu mais gosto e as três coisas que eu menos gosto.
A tarefa que, em um primeiro momento, parece ser muito simples, não é tão fácil assim. Muitas vezes o que menos gostamos é inversamente proporcional ao que mais gostamos... Daí montar a tal lista sem cair na redundância constitui mesmo um desafio.
Também selecionar apenas três coisas boas e outras três nem tão boas assim significa deixar de lado outras tantas. Por isso resolvi descrever, na maior parte das vezes, alguns sentimentos e atitudes que podem ser exemplificados com as coisas que gosto e que detesto.
Vamos lá.
As coisas que eu mais gosto:
1.
Aconchego. Gosto muito de minha casa, de ficar abraçada ao meu marido, de beber uma boa taça de vinho, de chás aromáticos, de usar pantufas e de comer chocolate. Tudo isso somado é sinônimo de aconchego para mim. Ah, e claro, ter a companhia de amigos entra aí. Saber que posso dividir minha vida com "meia dúzia" de pessoas é um sentimento muito reconfortante. Especialmente quando o núcleo familiar é tão reduzido e a família extensa mora em outra cidade, como é o meu caso. Daí é que os amigos se tornam, mesmo, irmãos do coração. Mas estar próximo geograficamente não é condição para ser amigo: hoje tenho pessoas muito queridas espalhadas pelo mundão, que se fazem presentes através de cartas, e-mails, MSN, telefonemas... E amigo não é aquele que simplesmente concorda comigo em todos os aspectos; pra mim, amigo do peito é aquele que não tem receio de demonstrar sua discordância, respeitando, porém minhas tomadas de decisão.
2.
Felinos. Outro dia vi uma reportagem sobre animais em um canal aberto que não me lembro mais qual era. Lá pelas tantas entrevistavam uma mulher que possuia cerca de quinze gatos, além de quatro cachorros, e que a certa hora do dia saia pelas ruas do bairro onde mora, no Rio de Janeiro, para tratar cães de rua. E ela disse à repórter uma frase que me marcou muito: "Quem ama, ama! Ama crianças, ama bichos, ama plantas. Quem não ama, vai precisar aprender a amar". Tendo a concordar com ela. Como não gostar de um animalzinho? Alguém que maltrata um bichinho não tem noção! Pois eu gosto, especialmente dos felinos. Se pudesse teria mais de um gatinho, mas como manter vários gatos dentro de um apartamento não é muito confortável para os bichanos, tenho apenas a Monalisa.
3.
Conhecer a cidade onde estou. Nada de ficar reclamando que tudo custa os olhos da cara ou que tudo é demorado ou que o acesso é difícil. Em se tratando de uma cidade do porte de São Paulo, sim, tudo isto até que é verdadeiro, mas sempre é possível fazer um programa legal, a custos razoáveis, e que me permitam conhecer melhor o lugar onde atualmente vivo. E isto vale para a cidade onde resido como para as cidades nas quais estou de passagem. Gosto de consultar os guias, descobrir novos lugares, experimentar receitas típicas, visitar museus, entrar nos supermercados e mercados municipais, usar o transporte público e, se possível, conhecer pessoas nascidas no local para poder trocar impressões.
Agora as coisas que menos gosto:
1.
Falta de reciprocidade e gentileza. Tenho colegas de trabalho e de estudo realmente muito especiais e queridos, mas que são capazes de permanecer horas falando de si mesmos sem propor questões a outras pessoas sobre assuntos que não digam respeito a seus interesses mais imediatos. Tenho raiva de ver as pessoas dentro de um ônibus lotado, cheias de pacotes e bolsas, sem que ninguém se prontifique a ajudar. Tenho horror a praça de alimentação de shoppings centers porque quase ninguém aceita dividir mesa sem fazer cara feia. Detesto roubo intelectual. Acho que todas estas atitudes têm em comum o fato de serem praticadas por pessoas que não estão atentas ao quanto é necessário observar e respeitar alguns limites e que não sabem como é bom e importante ser gentil. Vai enviar resposta a uma mensagem? Aproveite para perguntar sinceramente como o destinatário está. Cruzou com o vizinho na portaria? Não deixe de dizer bom dia, a ele e ao seu porteiro. Encontrou um idoso na fila do supermercado? Ceda seu lugar. Não custa nada e a vida de todos ganha mais cor e sabor.
2.
Falta de compromisso. Se eu marquei um encontro com você às 17:00h, estarei no lugar e horário combinados a sua espera. Detesto chegar atrasada a um compromisso assim como odeio que me deixem horas esperando. Alguém pode lembrar que o trânsito está cada vez pior, etc. e tal, mas isto não me convence muito não. Eu só ando a pé e de ônibus e mesmo morando em São Paulo consigo evitar atrasos. Além do mais, há diversos meios para avisar que houve um imprevisto e um pedido de desculpas sempre é oportuno. Podem mandar este recado especialmente aos prestadores de serviço, por favor?
3.
Excesso. Detesto roupas de cores muito vivas, calor em demasia, chuva torrencial, volume alto da televisão (especialmente se for a do vizinho), muita luz (eu devo ter fotofobia). Escrevendo isto acabo de me sentir uma chata de galochas! Mas é sério, para me sentir bem prefiro - e preciso de - roupas em tons pastéis (ok, sem abrir mão do vermelho, que eu adoro), outono (se for em Curitiba, tanto melhor), rádio em médio volume e luz indireta.
Agora preciso repassar o desafio a outras três blogs. Indico a
Nana, a
Rossana e a
Marivone, com a expectativa de que assim possa conhecê-las um pouco mais.
Obrigada pelo exercício, Angel!