sábado, 28 de fevereiro de 2009

Um pedacinho da China na Liberdade

Vendo meu estado lamentável, maridão ontem decretou: vamos sair!

Depois de passar praticamente a semana toda em casa, curtindo o resfriado, é claro que meu humor e meu ânimo não eram dos melhores nesta última sexta-feira. E justamente por isso minha disposição para sair não era das mais elevadas. Por outro lado, o convite para ir almoçar na Liberdade soou muito tentador e eu aceitei.

Eu gosto muito de ir ao bairro da Liberdade. Adoro entrar nos mercadinhos e me perder entre as gôndolas, seja a de produtos alimentícios ou a de utensílios domésticos. É um verdadeiro festival de cores e sabores! Mais recentemente, descobri que a Liberdade também é um verdadeiro paraíso para as creuzas (mais detalhes sobre isso encontram-se no ótimo Vende na Farmácia?). Enfim, razões não faltam para freqüentar o lugar, certo?

A descoberta de ontem relaciona-se ao restaurante Chi fu. O lugar é cercado de um anedotário imenso, a começar pelo nome (o proprietário teria encomendado uma placa para o estabelecimento e o pintor interpretou a seu modo o pedido para Sea food, como nos conta Marcelo Katsuki, aqui), seguindo pela desordem do lugar (há quem jure ter visto um saco de Whiskas na escada do porão, aqui) e culminando com os desentendimentos com as garçonetes, que praticamente não falam português (leia mais aqui, aqui e aqui - de onde saiu a foto que ilustra este post, aliás).

Sorte ou não, o fato é que ontem o salão estava impecável. Nenhuma sujeira visível e nada de monstros marinhos à espera do momento de irem para o caldeirão fervente. Atendentes pouco fluentes em português, sim, mas nada que chegue a comprometer o atendimento se você, cliente, tiver a sensatez de falar pausadamente e se lembrar da dificuldade que é se comunicar em outro idioma.

Inadvertidamente maridão e eu não fizemos a clássica pergunta: “serve duas pessoas?” ao pedir nossos pratos (ele, uma carpa ao gengibre e eu, lombo agridoce). Depois de algum tempo eis que surgem dois pratos imensos a nossa frente. Porções escandalosamente grandes e deliciosas, a um preço para lá de justo. Mas depois da comilança de ontem eu não quero ouvir falar em porco pelo menos nos próximos dois meses!

Minha pequena contribuição ao repertório de piadas sobre o lugar fica por conta do comportamento dos clientes. Todas as mesas do restaurante são coletivas. Isto mesmo: mesas redondas para sete ou mais pessoas. E antes de dizer: “oh, que horror, que falta de privacidade!”, lembre-se que o serviço de atendimento para casais não é, nunca foi nem tem razão de ser um padrão universal, correto?

Maridão e eu não nos importamos com isso, nem um pouco, mas várias pessoas visivelmente se sentiam incomodadas em ter que dividir a mesa. Primeiro foram duas senhorinhas que não quiseram se sentar conosco. Acomodaram-se no extremo oposto de uma mesa ocupada por outras senhorinhas, estas nativas do idioma dominante no restaurante. Como se a barreira do idioma as preservasse de algo...

Depois chegou uma moça simpática que aceitou dividir o espaço conosco. Enquanto esperava um amigo, pediu um suco de melancia e folheou rapidamente o cardápio. Lá pelas tantas, o rapaz aguardado chegou e, como já era esperado, ele quis ocupar uma mesa que acabara de ficar vazia. A moça, muito gentil, disse que não fazia questão de mudar de lugar. Porém ele insistiu. E muito.

Vendo a movimentação do rapaz, uma atendente surgiu e tentou desesperadamente evitar o câmbio de mesas. A garçonete balançou a mão com gestos negativos, repetiu diversas vezes “não pode” e depois de tantas tentativas frustradas de impedir a troca, tomou o suco de melancia das mãos da moça e colocou o copo novamente em nossa mesa, em um gesto extremo de obrigar o casal a novamente ocupar o lugar originalmente a eles destinado. A cena foi verdadeiramente cômica, acreditem.

Mesmo depois de tudo isso, o rapaz insistiu que queria trocar de mesa. Foi até falar com a gerente. Quase metade das garçonetes ficou envolvida com este troca não troca de mesa até que finalmente ele venceu. Concederam-lhe, por fim, o direito a uma mesa vazia.

Por menos de um minuto. Assim que entrou outro cliente no restaurante, ele foi gentilmente convidado a se sentar ali, com aquele casal.

Definitivamente, o lugar é muito divertido.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Dicas legais...

Breve momento caderno de anotações. Queria linkar aqui dois posts bacanas que li nesta semana:

1. O post da Kat apresentando o LiveMocha, uma rede social para prática de idiomas, aqui.

2. O post sobre os prazos de validade de maquiagens, divulgado pela Pri, aqui.

Atchin!


Desde domingo sinto a garganta arranhar.

Depois, aos pouquinhos, os demais sintomas apareceram: moleza, dores pelo corpo, coriza, tosse...

Odeio resfriado!


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Contando os dias

Outro dia fui surpreendida com um e-mail que trazia, no corpo da mensagem, o seguinte texto:

"Achamos que você faz diferença no mundo virtual e por isso combina com a gente! Como vai perceber, nós gostamos de tudo que é FOFO e achamos que você também sofre desse“mal”... então, para que 2009 seja um ano fofo pakka (e isso já é uma dica!) a gente quer te mandar um presentinho. Quer se surpreender?"

Dificil não se deixar seduzir e ficar curiosa, né? Pois então, fui fisgada e resolvi dar um crédito à proposta. Dias depois chegava em casa um pequeno envelope.

Coisa mais lindinha!

As meninas do Coisa Pakka tiveram um super cuidado com a embalagem. Depois, fuçando o site elas, descobri que tal iniciativa está afinada com a proposta de mail art ("trabalhando desde o envelope, onde se faz colagem, se escreve, colam-se fotos e, tudo junto, com endereçamento e selo, ganha uma função estética viva e bastante ativa"). A foto do envelope é delas, por sinal.

O esmero continuou com a embalagem do mimo, também cheio de adesivos fofinhos.

O que a Renata e a Ciça nem desconfiam é que eu adoro calendários de mesa. Já perdi as contas de quantos calendários desse tipo eu comprei ao longo dos anos, até virou tradição de final de ano sair para comprar o calendário do ano vindouro. Gosto do formato compacto, de poder transportá-lo junto com cadernos e demais materiais de trabalho para onde quer que eu vá estudar.

E o calendário que elas enviaram é uma graça! Merci beaucoup!


Dando uma olhada no flickr do Coisa Pakka fiquei realmente impressionada com a quantidade de coisas legais que estão lá publicadas. Vale a pena conferir. As meninas mandam muito bem e por isso merecem a propaganda.

E dá-lhe inspiração!

Alegrando as paredes


Desde que lançaram a moda de adesivar paredes como forma de decorar e dar um up no ambiente eu não parei de desejar tais produtos.

Problema 1: em virtude da variedade de motivos, sempre me mantenho indecisa...

Problema 2: o custo da brincadeira, dependendo do adesivo, é alto. Como ainda é necessário resolver diversas pendências antes de comprar o adesivo, o projeto de adesivar uma parede do quarto tornou-se secundário.

Enquanto isso, sigo colecionando links das empresas que comercializam o produto:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Pequeno escrutínio

Recebi da Angel o desafio de escrever quais são as três coisas que eu mais gosto e as três coisas que eu menos gosto.

A tarefa que, em um primeiro momento, parece ser muito simples, não é tão fácil assim. Muitas vezes o que menos gostamos é inversamente proporcional ao que mais gostamos... Daí montar a tal lista sem cair na redundância constitui mesmo um desafio.

Também selecionar apenas três coisas boas e outras três nem tão boas assim significa deixar de lado outras tantas. Por isso resolvi descrever, na maior parte das vezes, alguns sentimentos e atitudes que podem ser exemplificados com as coisas que gosto e que detesto.

Vamos lá.
As coisas que eu mais gosto:

1. Aconchego. Gosto muito de minha casa, de ficar abraçada ao meu marido, de beber uma boa taça de vinho, de chás aromáticos, de usar pantufas e de comer chocolate. Tudo isso somado é sinônimo de aconchego para mim. Ah, e claro, ter a companhia de amigos entra aí. Saber que posso dividir minha vida com "meia dúzia" de pessoas é um sentimento muito reconfortante. Especialmente quando o núcleo familiar é tão reduzido e a família extensa mora em outra cidade, como é o meu caso. Daí é que os amigos se tornam, mesmo, irmãos do coração. Mas estar próximo geograficamente não é condição para ser amigo: hoje tenho pessoas muito queridas espalhadas pelo mundão, que se fazem presentes através de cartas, e-mails, MSN, telefonemas... E amigo não é aquele que simplesmente concorda comigo em todos os aspectos; pra mim, amigo do peito é aquele que não tem receio de demonstrar sua discordância, respeitando, porém minhas tomadas de decisão.

2. Felinos. Outro dia vi uma reportagem sobre animais em um canal aberto que não me lembro mais qual era. Lá pelas tantas entrevistavam uma mulher que possuia cerca de quinze gatos, além de quatro cachorros, e que a certa hora do dia saia pelas ruas do bairro onde mora, no Rio de Janeiro, para tratar cães de rua. E ela disse à repórter uma frase que me marcou muito: "Quem ama, ama! Ama crianças, ama bichos, ama plantas. Quem não ama, vai precisar aprender a amar". Tendo a concordar com ela. Como não gostar de um animalzinho? Alguém que maltrata um bichinho não tem noção! Pois eu gosto, especialmente dos felinos. Se pudesse teria mais de um gatinho, mas como manter vários gatos dentro de um apartamento não é muito confortável para os bichanos, tenho apenas a Monalisa.

3. Conhecer a cidade onde estou. Nada de ficar reclamando que tudo custa os olhos da cara ou que tudo é demorado ou que o acesso é difícil. Em se tratando de uma cidade do porte de São Paulo, sim, tudo isto até que é verdadeiro, mas sempre é possível fazer um programa legal, a custos razoáveis, e que me permitam conhecer melhor o lugar onde atualmente vivo. E isto vale para a cidade onde resido como para as cidades nas quais estou de passagem. Gosto de consultar os guias, descobrir novos lugares, experimentar receitas típicas, visitar museus, entrar nos supermercados e mercados municipais, usar o transporte público e, se possível, conhecer pessoas nascidas no local para poder trocar impressões.

Agora as coisas que menos gosto:

1. Falta de reciprocidade e gentileza. Tenho colegas de trabalho e de estudo realmente muito especiais e queridos, mas que são capazes de permanecer horas falando de si mesmos sem propor questões a outras pessoas sobre assuntos que não digam respeito a seus interesses mais imediatos. Tenho raiva de ver as pessoas dentro de um ônibus lotado, cheias de pacotes e bolsas, sem que ninguém se prontifique a ajudar. Tenho horror a praça de alimentação de shoppings centers porque quase ninguém aceita dividir mesa sem fazer cara feia. Detesto roubo intelectual. Acho que todas estas atitudes têm em comum o fato de serem praticadas por pessoas que não estão atentas ao quanto é necessário observar e respeitar alguns limites e que não sabem como é bom e importante ser gentil. Vai enviar resposta a uma mensagem? Aproveite para perguntar sinceramente como o destinatário está. Cruzou com o vizinho na portaria? Não deixe de dizer bom dia, a ele e ao seu porteiro. Encontrou um idoso na fila do supermercado? Ceda seu lugar. Não custa nada e a vida de todos ganha mais cor e sabor.

2. Falta de compromisso. Se eu marquei um encontro com você às 17:00h, estarei no lugar e horário combinados a sua espera. Detesto chegar atrasada a um compromisso assim como odeio que me deixem horas esperando. Alguém pode lembrar que o trânsito está cada vez pior, etc. e tal, mas isto não me convence muito não. Eu só ando a pé e de ônibus e mesmo morando em São Paulo consigo evitar atrasos. Além do mais, há diversos meios para avisar que houve um imprevisto e um pedido de desculpas sempre é oportuno. Podem mandar este recado especialmente aos prestadores de serviço, por favor?

3. Excesso. Detesto roupas de cores muito vivas, calor em demasia, chuva torrencial, volume alto da televisão (especialmente se for a do vizinho), muita luz (eu devo ter fotofobia). Escrevendo isto acabo de me sentir uma chata de galochas! Mas é sério, para me sentir bem prefiro - e preciso de - roupas em tons pastéis (ok, sem abrir mão do vermelho, que eu adoro), outono (se for em Curitiba, tanto melhor), rádio em médio volume e luz indireta.

Agora preciso repassar o desafio a outras três blogs. Indico a Nana, a Rossana e a Marivone, com a expectativa de que assim possa conhecê-las um pouco mais.

Obrigada pelo exercício, Angel!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Porque o carnaval é múltiplo...

... vale a pena ler a declaração de amor ao carnaval pernambucano que a Ana escreveu no seu blog, o
Prendadas.

Confesso que disposição para me meter no meio desta multidão toda e pular o dia inteiro eu não tenho, não.
Mas que eu bem que gostaria de ouvir maracatu e ver estes bonecões de perto, ao menos uma vez na vida, ah, isso eu queria. São lindos!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Sassaricando, eu?

Não. Sou apenas mais uma a engrossar o coro dos que nutrem pouco gosto pelo carnaval. Carnaval é tão simplesmente sinônimo de feriado. E como tal, é dia de ficar em casa, no máximo sair pela cidade quase vazia para aproveitar a calmaria. Não vejo graça alguma em ficar parada no trânsito por horas seguidas rumo a uma praia lotada, tampouco em ficar o dia todo ouvindo samba-enredo ou axé music.

Nos últimos anos até me arrisco a ficar em frente à TV para assistir um pedaço ou outro de alguns desfiles das escolas cariocas. Nada que me faça, porém, ir deitar após o horário habitual. O que me prende a atenção por alguns instantes é a praticamente infinita criatividade dos carnavalescos. E o ritmo da bateria, é claro. Surpreendente. Em contrapartida, perceber que os desfiles, ano após ano, investem mais em coreografias me entristece um pouco. Acho que carnaval não deve rimar com desfile marcial. Pronto, falei.

Tão pouco gosto pelo carnaval talvez tenha a ver com a infância vivida em Curitiba. Nada de matinês, nada de marchinhas, que poderiam ter deixado saudade. Os desfiles das escolas de samba, que inicialmente atravessavam a Rua Marechal Deodoro e depois foram transferidos para a frente do palácio do Governo, eram pobres em alegoria e, cá entre nós, em samba no pé. Uma das principais escolas de samba da cidade chamava-se, pasmem, “Não agite” – objeto de muitas piadas de um professor carioca que me deu aulas na graduação.

Sempre ouvi falar que o carnaval da cidade de Antonina, este sim, era divertido. Eu acredito, muito embora nunca tenha ido pular carnaval em Antonina.

Quando morava pertinho da Vila Madalena tive a oportunidade de ver da janela do apartamento a passagem do bloco Nu´interessa, entoando marchinhas e arrastando foliões animados. Final de semana passado um bloco de nome desconhecido (seria o Bantantã?) andou aqui pelo Bonfiglioli. Esta folia em conta-gotas é bem-vinda. E só ela.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sobre crianças e aniversários

Ontem eu fui, pela primeira vez na vida, a uma festa de aniversário realizada em um buffet infantil. A experiência, como não poderia deixar de ser, foi inusitada.

Primeiro porque, dentre os convidados da pequena aniversariante, eu devia ser a única adulta que não era mãe de alguém.

Chegar aos trinta e poucos sem ter filhos não é nenhum absurdo - a não ser para a minha família extensa, na qual as moças tão logo alcançaram idade casoidoira, casaram-se e, não muito tempo depois, tiveram seus primeiros rebentos. Para azar meu, nenhuma de minhas primas escaparam à sina, o que tornou minha situação de mulher casada sem filhos um tanto problemática, afinal apenas as solteiras não tiveram filhos, como eu.

As desculpas socialmente aceitáveis para tal “caso raro”, que mãe e tias trataram de arrumar, foi mudando com o tempo. Primeiro era o discurso revestido de ares modernos: o casal precisa viver um tempo sozinho, deve aproveitar bem a vida para só depois pensar em ter filhos. Depois – sobretudo após completar mais de cinco anos de relacionamento – surgiu a desculpa da pós-graduação: era preciso concluir o doutorado para pensar em ter filhos. Junto a isso, sempre teve o argumento da estabilidade financeira.

Enfim, o fato é que nunca ninguém nos consultou para saber quais eram as nossas razões para não ter filhos e o fato é que, sejam elas coincidentes ou não com as desculpas que a família arranjou, chegamos ao oitavo ano de relacionamento sem prole constituída.

Em segundo lugar, sou filha única, casada com um filho único. Criança para mim é claro que não é nenhum ET, mas está longe de eu saber lidar muito bem com este universo. Minha experiência com crianças se dá no contato com os filhos dos amigos e, portanto, em doses homeopáticas. E, graças a elas, é que hoje eu sei que meu marido seria/será um ótimo e afetuoso pai.

Em terceiro lugar, a data do aniversário sempre foi comemorada exclusivamente com a família, no ambiente doméstico, até minha adolescência. Não existia buffet infantil ou, se existia, eu não tinha conhecimento. Bem, e pouca diferença faria saber se existia ou não, meus pais mesmo que tivessem dinheiro não bancariam uma festa em um local desses. Não fazia sentido para eles: aniversário era coisa para ser comemorada na intimidade, no máximo com os vizinhos mais chegados. E como todo mundo na rua era parente...

A decoração da festa não ia muito além de algumas bexigas e da utilização de descartáveis ilustrados, via de regra, com personagens do Walt Disney ou Hanna Barbera. Quando muito se comprava chapéu e língua de sogra. Brincar era sinônimo de correr um atrás do outro até a exaustão ou então compartilhar com as visitas os brinquedos já existentes. Os regalos precisavam permanecer expostos sobre a cama impecavelmente arrumada, para que todas as visitas pudessem avaliar o que o aniversariante tinha recebido na ocasião – isto valia para os pequenos e para os adultos, sem distinção. Os papéis de presente eram cuidadosamente colocados embaixo da cama, “para dar sorte”.

Meus aniversários, particularmente, eram bastante melancólicos, porque eu recebia muito mais visitas de adultos que de crianças. Na escola, mal me lembro de ter havido comemoração da data, talvez porque meu aniversário seja em julho, em pleno período de férias escolares. Mesmo assim eu ficava ansiosa, contando os dias para a tal data.

Por estas coisas todas é que a experiência de ontem foi bastante inusitada. Ver cerca de trinta crianças distribuindo-se entre o pula-pula, o vídeo game, a roda gigante (de três pequenas cadeirinhas...), a piscina de bolinhas, a casa de bonecas, o circuito de escalada, a tiroleza e, o the best of the best salão de beleza atestam que ser criança, hoje em dia, é algo muito mais divertido e, ao mesmo tempo, complexo. Não sei se eu teria sido mais feliz se tivesse ouvido o “Parabéns a você” em meio a cenário de Princesas baby, com direito a chuva de papel picado lançado por um canhão ao final do “Rá-tim-bum”, mas acho que nem é esta a questão.

Enfim, o fato é que o tempo passa, novas demandas surgem, mas uma coisa permanece: sempre vai ter uma criança que vai meter o dedo no bolo antes da hora, deixando a aniversariante completamente em pânico!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Crônica sobre a tese


Após assistir a duas defesas - uma de doutorado e outra de mestrado, respectivamente ontem e hoje - e estar no meio do processo de escrita de uma tese, nada melhor que ler uma pequena crônica atribuida a Mário Prata, que me foi enviada por uma querida amiga (T.W.):

"Sabe tese, de faculdade? Aquela que defendem? Com unhas e dentes? É dessa tese que eu estou falando. Você deve conhecer pelo menos uma pessoa que já defendeu uma tese. Ou esteja defendendo. Sim, uma tese é defendida. Ela é feita para ser atacada pela banca, que são aquelas pessoas que gostam de 'botar banca'. As teses são todas maravilhosas. Em tese. Você acompanha uma pessoa meses, anos, séculos, defendendo uma tese. Palpitantes assuntos. Tem tese que não acaba nunca, que acompanha o elemento para a velhice. Tem até teses pós-morte.

O mais interessante na tese é que, quando nos contam, são maravilhosas, intrigantes. A gente fica curiosa, acompanha o sofrimento do autor, anos a fio. Aí ele publica, te dá uma cópia e é sempre - sempre - uma decepção. Em tese. Impossível ler uma tese de cabo a rabo. São chatíssimas. É uma pena que essas teses sejam escritas apenas para o julgamento da banca circunspecta, sisuda e compenetrada em si mesma. E nós? Sim, porque os assuntos, já disse, são maravilhosos, cativantes, as pessoas são inteligentíssimas. Temas do arco-da-velha. Mas toda tese fica no rodapé da história. Pra que tanto sic e tanto apud? Sic me lembra o Pasquim e apud não parece candidato do PFL para vereador? Apud Neto.

Escrever uma tese é quase um voto de pobreza que a pessoa se autodecreta. O mundo pára, o dinheiro entra apertado, os filhos são abandonados, o marido que se vire. Estou acabando a tese. Essa frase significa que a pessoa vai sair do mundo. Não por alguns dias, mas anos. Tem gente que nunca mais volta. E, depois de terminada a tese, tem a revisão da tese, depois tem a defesa da tese. E, depois da defesa, tem a publicação. E, é claro, intelectual que se preze, logo em seguida embarca noutra tese. São os profissionais, em tese. O pior é quando convidam a gente para assistir à defesa. Meu Deus, que sono. Não em tese, na prática mesmo. Orientados e orientandos (que nomes atuais!) são unânimes em afirmar que toda tese tem de ser - tem de ser! - daquele jeito. É pra não entender mesmo, assumem essa confissão. Tem de ser formatada assim. Que na Sorbonne é assim, que em Coimbra também. Na Sorbonne, desde 1257. Em Coimbra, mais moderna, desde 1290. Em tese (e na prática) são 700 anos de muita tese e pouca prática.

Acho que, nas teses, tinha de ter uma norma em que, além da tese, o elemento teria de fazer também uma tesão (tese grande). Ou seja, uma versão para nós, pobres teóricos ignorantes que não votamos no Apud Neto. Ou seja, o elemento (ou a elementa) passa a vida a estudar um assunto que nos interessa e nada. Pra quê? Pra virar mestre, doutor? E daí? Se ele estudou tanto aquilo, acho impossível que ele não queira que a gente saiba a que conclusões chegou. Mas jamais saberemos onde fica o bicho da goiaba quando não é tempo de goiaba. No bolso do Apud Neto?

Tem gente que vai para os Estados Unidos, para a Europa, para terminar a tese. Vão lá nas fontes. Descobrem maravilhas. E a gente não fica sabendo de nada. Só aqueles sisudos da banca. E o cara dá logo um dez com louvor. Louvor para quem? Que exaltação, que encômio é isso? E tem mais: as bolsas para os que defendem as teses são uma pobreza. Tem viagens, compra de livros caros, horas na internet da vida, separações, pensão para os filhos que a mulher levou embora. É, defender uma tese é mesmo um voto de pobreza, já dizia São Francisco de Assis. Em tese.

Tenho um casal de amigos que há uns dez anos prepara suas teses. Cada um, uma. Dia desses a filha, de dez anos, no café da manhã, ameaçou:
- Não vou mais estudar! Não vou mais na escola!
Os dois pararam - momentaneamente - de pensar nas teses.
- O quê? Pirou?
- Quero estudar mais, não. Olha vocês dois. Não fazem mais nada na vida. É só a tese, a tese, a tese. Não pode comprar bicicleta por causa da tese. A gente não pode ir para a praia por causa da tese. Tudo é pra quando acabar a tese. Até trocar o pano do sofá. Se eu estudar vou acabar numa tese. Quero estudar mais, não. Não me deixam nem mexer mais no computador. Vocês acham mesmo que eu vou deletar a tese de vocês? Pensando bem, até que não é uma má idéia!
Quando é que alguém vai ter a prática idéia de escrever uma tese sobre a tese? Ou uma sobre a vida nos rodapés da história? Acho que seria uma tesão."

In: Cem Melhores Crônicas.
originalmente publicada em 7/1998 - O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Horário de verão: the end


E depois da maratona de ontem - que só fez bem ao maridão e a mim - só resta comemorar o fim do horário de verão.

A economia que se faz é muito pequena. Nas cidades mais ao sul do país adiantar o relógio em uma hora significa apenas que você irá acordar quando ainda está tudo escuro. E isto de poder fazer um happy hour à luz do dia não me convence.
Enfim, de volta ao normal!

Boralí


Por fim, demos uma paradinha na Boralí, uma simpaticíssima loja que comercializa roupas e artesanato. A meta: comprar um presente para uma garotinha que na próxima quarta-feira completará 5 anos de idade. Ela é uma princesa, sabe? Então, merece um presente bem bonito.

Não é à toa que a Boralí já ganhou post no blog O Guia Verde (a foto, aliás, foi originalmente lá publicada). Seu forte é a comercialização de produtos eco, como as roupas produzidas pela Natural Fashion (já publiquei aqui um post sobre esta marca) e pela Ecotece (que comercializa, entre outros produtos, roupas feitas a partir da reciclagem de garrafes PET!).

A loja é um charme, os produtos são lindos, as atendentes são super atenciosas e pagando à vista é possível obter um belo desconto de 10%. Ah! E a embalagem é bem bacana e original: um alegre saquinho de chita.

Saí de lá com uma bela boneca de pano, feita de "algodão que já nasce colorido". Espero que a aniversariante goste do presente.

Serviço:

Rua Fradique Coutinho, 774, Vila Madalena.
Telefone: (11) 3791-9836 e 3791-9832.
Funcionamento: segunda a sexta das 10h às 19h e aos sábados das 10h às 18h.

O melhor bolo de chocolate do mundo

Depois caminhamos pela Vila Madalena até a sensação gourmet do momento: O melhor bolo de chocolate do mundo.

A loja é um charme. Especialmente em virtude dos ladrilhos hidráulicos, coloridos, lindos. Pena a loja da Vila Madalena ser tão pequena - o que em um sábado à tarde é, evidentemente, um transtorno, porque estava lotada e consequentemente barulhenta. Durante a semana deve ser bem melhor...

Há duas versões do bolo "que não leva farinha nem fermento": a tradicional e a meio-amarga. Cada um de nós pediu uma das versões, de modo que experimentamos as duas. Gostei mais da versão meia-amarga (70% de cacau contra os 53% da versão tradicional).

O bolo é mesmo uma delícia. A receita não é divulgada, óbvio, mas euzinha fiquei com a impressão de que se trata do seguinte: camadas intercalando uma espécie de macarron com um super cremoso mousse de chocolate.

Salgado mesmo só o preço. Cada fatia custa R$ 7,50.

Mas vale a pena experimentar.

Serviço:
Rua Girassol, 185.
Rua Alagoas, 852.
Rua Oscar Freire, 125.

Hadassah: do esboço ao vitral

Depois do almoço fomos conferir uma exposição no Centro da Cultura Judaica, que estava em cartaz desde novembro, salvo engano, e que deixa a cidade neste final de semana.


A exposição Hadassah: do esboço ao vitral reúne material relativo aos vitrais encomendados a Marc Chagall. São


"11 croquis, 12 desenhos preparatórios, 15 esboços, 12 pequenas maquetes, 12 maquetes
definitivas e quatro painéis de teste feitos por Chagall durante a produção dos vitrais para a sinagoga do Centro de Medicina Hadassah, em Jerusalém (Israel).

Os vitrais datam de fevereiro de 1962 e já
passaram por Paris e pelo Museu de Arte Moderna de Nova York. Inspirados nas
doze tribos de Israel formadas pelos doze filhos de Jacó, as obras figuram entre
as mais espetaculares e pessoais do artista.
Solicitado para não representar a figura humana neste trabalho, Chagall inspirou-se nas profecias de Jacó aos seus filhos e nas bênçãos de Moisés
."(release publicado na Catraca
Livre
)

Muito interessante acompanhar o processo de criação dos vitrais. Mas, é claro, que uma exposição sobre vitrais que não possui nenhum vitral é meio estranho, não é mesmo?


Para saber mais sobre The Chagall Windows, clique aqui.

Comedoria


Depois de uma semana inteira sem por praticamente os pés para fora de casa - choveu todos os dias! - decidimos que o sábado seria um dia dedicado à diversão.

Começamos o tour indo almoçar em um lugar que amamos: a Comedoria do SESC Pinheiros.




O SESC (pelo menos aqui em São Paulo), como diz um amigo santista de nascimento mas paulistano de coração, é uma espécie de Fundação Cultural da cidade.

Oferece uma programação variada, de primeiríssima qualidade e a preços para lá de razoáveis. Isto se aplica aos esportes, ao teatro, à música, à programação infantil e, como não poderia deixar de ser, também à gastronomia.

O cardápio servido na Comedoria é bastante diversificado e privilegia os “sabores regionais”. E como não bastasse a comida ser boa e barata, o ambiente da Comedoria é um lugar muito bacana. Peças produzidas por uma cooperativa de artesãos dá um charme muito especial ao ambiente – como a cortina de miçangas, meu sonho de consumo! – todo mobiliado com móveis produzidos com madeira certificada.

Única observação: como ele é, de longe, o melhor restaurante da região, é bastante comum encontrar uma fila gigantesca na hora do almoço nos dias de semana. Para evitar a fila e aproveitar melhor o ambiente, é melhor adiantar ou atrasar um pouco o horário de almoço.

Outra coisa legal do SESC é a "mistureba" de pessoas. É muito bom ver gente chegando ou saindo das aulas de ginástica ou nas oficinas de artes promovidas na unidade lado a lado com o familião que acompanha os pimpolhos no teatro infantil; adolescentes e idosos dividindo mesa depois de terem dividido a piscina. Enfim, diversidade!

Serviço:

Comedoria do Sesc Pinheiros
R. Paes Leme, 195, Pinheiros
Ter. a sex.: 10h às 22h; Sáb.: 10h às 21h; Dom. e fer.: 10h às 19h (cafeteria).

Fotos publicadas em http://chefdeboracordeiro.blogspot.com/2008/08/comedoria.html

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Tolerância

Muitas pessoas, como eu, certamente ficaram chocadas com a notícia da agressão a uma brasileira por por supostos neonazistas na última segunda-feira, na Suiça. Não se trata de um compaixão por um compatriota, mas sim de sentir horror pela brutalidade do ato.

Isto só me fez lembrar que uma das vezes que mais senti medo na vida foi justamente quando cruzei com um grupo de skinheads na pequena cidade de Weimar, na Alemanha, há cerca de oito anos atrás.

Tinha ido visitar meu marido (então namorado) que estava naquele país estudando idioma e realizando pesquisa para sua pesquisa de doutorado. E lá pelas tantas resolvemos ir a Weimar para, entre outras coisas, visitar um amigo que também estava realindo um estágio de pesquisa naquele país.

Ali perto localiza-se Buchenwald, que foi um campo de concentração durante o regime nazista. Decidimos ir conhecer o lugar.

Há marcas no chão que indicam onde antes havia barracões nos quais se empilhavam pessoas submetidas a experiências "médicas". Eram muitos, por sinal.


Preserva-se também uma espécie de cela nas quais os presos eram torturados com requintes de crueldade (como prender as pessoas ao aquecedor ligado durante o dia e desligar o aparelho à noite).


Mantem-se o portão de entrada onde se lê, desde o interior, a inscrição "Jeden das Seine", algo como "A cada um o que lhe é de direito". Quem estava preso passava os dias a ler tal inscrição...



Há um museu que guarda inúmeras peças relacionadas ao holocausto. Documentos de funcionários, como cartas escritas à família que narram o cotidiano na campo e, com igual tranquilidade, informam à esposa o que comeram no almoço e quantas pessoas foram mortas naquele dia. Peças de roupas, calçados, livros, objetos.

Nesta altura da visita é impossível não estar impactado com o volume de informações. E descobre-se, ao final da visita à exposição, que ela é alvo de frequentes excursões escolares e que alguns alunos podem registrar ali suas impressões a respeito do que acabaram de ver. Lembro-me bem do que escreveu um adolescente: "foi muito importante vir à exposição porque agora eu sei que judeu também é gente".

Sim, as lições sobre o nazismo na Alemanha atual ainda são complicadas.

Ao lado do museu, há um pequeno anexo. Nele temos a possibilidade de ver a produção artística dos presos. Durante a prisão, os desenhos em geral representam a si próprios e os funcionários como pessoas felizes. Todos sorriem, sempre. Há também desenhos feitos após a libertação do campo de concentração e ai a representação muda completamente de feição. Há muita dor, muita expressão de horror ali registrado. Difícil descrever.

Impossível sair dali imune àquelas imagens. Mas a experiência mais forte ainda estava por vir. Meus amigos e eu nos dirigimos à um casa que não sabiamos muito bem a que fins tinha servido no campo. Só chegando perto é que percebemos que se tratava das fornalhas nas quais os mortos eram incinerados. Ver os fornos é muito triste. Não é à toa que muitos visitantes não aguentam ficar muito tempo ali dentro.

Se chegamos tagarelas a Buchenwald, é certo que voltamos mudos.

Antes de seguir para a casa de nosso anfitrião, paramos na estação de trem para comprar nossos bilhetes de volta a Berlim. E foi aí que demos de cara com um grupelho de nazis. Meia dúzia de garotos de não mais de dezoito anos, cabeças raspadas, coturnos pretos, bebendo e cantando músicas de insulto.

Senti um medo que nunca antes tinha sentido na vida. Medo de ser alvo naquele momento de uma agressão gratuita, pelo simples fato de ser estrangeira naquele país. Fiquei paralisada por alguns instantes. Segurei forte a mão de meu marido e saí puxando ele pelo braço, querendo sair daquele ambiente o mais rapidamente possível.

Claro que não há skinheads em cada esquina. E claro que a ação destes grupos não representa automaticamente a política diplomática dos países onde estes indivíduos vivem. Mas também é óbvio que não dá para ficar calado frente a uma atitude dessas.

Só resta desejar que a moça agredida fique bem, na medida em que isto for possível.

Saudade da terrinha

Fonte: http://br.olhares.com/rua_das_flores_curitiba_foto470751.html


Bastou escrever um recado para a Rossana em um post dela comentando a sugestão de fazer uma gola de tricô "para quando o inverno chegar" (originalmente publicado no Super Zíper - aliás, a tal gola é linda!) que me bateu uma saudade enorme de Curitiba. Dizia que se lá estivesse encomendaria hoje mesmo a tal gola, mas estando em São Paulo, humpf, esquece.

Não é para menos, já perdi a conta de quanto tempo não viajo para minha terra natal. Minto, eu acabei de lembrar. Foi no final de março do ano passado. Credo! Fui antes de pegar as chaves do apartamento. Depois veio a mudança, a escrita da qualificação, a espera pela qualificação, o cansaço. Daí meu sogro veio conhecer a casa nova. Depois minha mãe veio conhecer a casa nova. E a viagem a Curitiba foi sendo adiada.

E não porque eu não goste da cidade. Eu gosto. E muito. Sobretudo de Curitiba na época de outono, o céu é lindo, limpo. Ipês amarelos carregados enfeitando as ruas e praças. E tem os amigos queridos, a família, o prazer de caminhar pelas ruas que me viram crescer, os lugares que eu sempre gostei de visitar.


Fonte: http://www.luizbocian.blogger.com.br/

Mas tem também as cobranças (como: Quando é que você volta para ficar?). E a dureza de reconhecer de que não há respostas para esta pergunta.

De qualquer forma, acho que já está passando da hora de ir dar um pulo "lá em casa"...

Valentine´s Day: o resultado do amigo secreto



Chegaram! Chegaram! Chegaram!

Recebi hoje os presentes do amigo secreto do Valentine´s Day, organizado pela Rossana. Foi ela quem me tirou no sorteio, aliás. Os mimos são uma graça, todos, sem exceção. Amei, mesmo. Vale comentar que:

  1. Já prevejo que não terei coragem de apontar o lápis.
  2. Sou louca pelos chocolates da coleção Talento Intense. É sério.
  3. Gostei de cara da sinopse e do elenco do filme Terapia do amor, que eu ainda não tinha visto: "Terapia do amor se passa na charmosa ilha de Manhattan, em New York, onde Rafi (Uma Thurman), uma mulhe rbela, independente e bem-sucedida, de 37 anos, recentemente divorciada, conhece e se apaixona por David, um talentoso pintor 14 anos mais novo que ela. Mas as coisas se complicam, pois a confidente de Rafi, sua terapeuta (Meryl Streep), é a superprotetora mãe do rapaz".
  4. Achei super meigo o pingente de coração da correntinha. Ele se abre!
  5. Meus pés agradecem muito o "presente que ajuda a se cuidar". Além do mais, o elefantinho é muito fofo.
  6. Não tinha uma meinha de celular. O pobre vivia jogado na bolsa, sem proteção, e só mesmo por sorte é que o aparelho não está todo arranhado. De agora em diante vai ser diferente. E a bonequinha que enfeita a meia é muito, muito bonita.

Super obrigada, pela ideia e pelos presentinhos, Rossana!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Linkando o blog alheio

Não demorou nem dois meses e eu já fiquei sem paciência para algumas coisas do universo dos blogs.

Como isso de promover um sorteio com o exclusivo objetivo de melhorar a posição do seu blog no PageRank.

Daí cria mil condições para participação – você precisa deixar seu nome completo, seu e-mail, o endereço do seu blog, ser seguidora do blog que promove o sorteio, deve relacionar o blog que promove o sorteio no seu blog, publicar um post no seu blog a respeito do sorteio alheio, indicar não sei quantas pessoas para poder concorrer, etc., etc., etc.

Aff! Pra que tudo isso, me diz?

Claro que não dá para generalizar, nem é esta minha intenção com este post-desabafo. Brincadeiras virtuais podem ser divertidas (vide o amigo secreto de Valentine´s Day sobre o qual comentei há pouco). Há produtos e blogs que faço questão de divulgar - mesmo sem solicitação por parte de quem os produz - simplesmente porque são bacanas. Há sorteios de toda a espécie, blogueiros e blogueiras com todas as intenções possíveis, estratégias de marketing mais ou menos inteligentes. Enfim...

O Edney é que tem mesmo razão. “Linkar é diferente de trocar links”. E também o Cardoso, por ele citado: “Link não é esmola”.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Orlando "Cachaito" Lopez

Fonte: MySpace


Nesta terça-feira faleceu o baixista do Buena Vista Social Club.

Ao lado de Rubén González, o pianista, ele era um dos meus músicos preferidos deste conjunto incrível. Admiro muito o som de contrabaixo e quem tem a habilidade de tocar este instrumento. Ele tinha.


Mafalda tem (sempre) razão


Ainda estou tentando assimilar as mudanças aprovadas no Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Abaixo, uma tabela contendo um resumão das mudanças (publicada pelo UOL).





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Valentine´s day


Valentine´s Day está chegando (próximo 14/02).

A data não me chamaria muito a atenção – com o maridão não rola de trocar presentes nem no dia dos namorados no calendário brasileiro... humpf... bem, fique registrado que sagradamente comemoramos nosso aniversário de casamento! - não fosse o fato da Rossana ter tido a idéia de propor a algumas blogueiras que participassem de uma espécie de amigo secreto para trocar alguns mimos com os quais pudessem comemorar a data.

O kit a ser trocado deveria ter, obrigatoriamente: chocolate, um DVD de um filme de amor, um presente que represente amor de criança, um presente que ajude você a se cuidar e um presente que seja romântico.

Achei que seria divertido e resolvi participar (apesar dos apesares já ditos acima...). E hoje saí às compras. Foi uma delícia procurar os mimos para a Marivone, blogueira residente em Aracajú a quem eu devo enviar o kit (e quem tem um blog super bacana, como a Rossana, vale acompanhar os dois!). Neste momento eles já estão a caminho. Espero que ela goste!

E em meio a estas comprinhas eu encontrei, depois de séculos de procura, um cubo mágico.

Tudo bem que o tal cubo da lojinha de R$ 1,99 às vezes trava um pouquinho e, pelo visto, com o tempo os adesivos que colorem o cubo tenderão a descolar. Pouco importa. Nunca tive o tal cubo e estava querendo um há muito tempo, então estou achando o tal arremedo de Rubik o máximo. Adoro quebra-cabeça!

E, além do brinquedinho, encontrei na Americanas Express o cd Acústico MTV do Paulinho da Viola por R$ 9,90. Adoro o Paulinho da Viola. As gravações deste cd são lindas. E com ele me despeço por hoje.


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Instituto Tomie Ohtake

Acabo de ler no jornal que o Instituto Tomie Ohtake apresentará, a partir da próxima quinta-feira, uma mostra com 41 obras de artistas latino-americanos do início do século 20 à década de 1980.

Segundo a nota publicada no jornal, obras de Iberê Camargo, Frida Khalo e Wifredo Lam estão entre os nomes representados na coleção, proveniente do grupo Fomento Econômico Mexicano S.A.

Promete ser uma exposição fantástica.

O Instituto Tomie Ohtake costuma abrigar exposições de arte contemporânea muito legais. E não só. No momento há uma exposição sobre Saramago - até 15/02! - que traz ao público uma série de fotos, manuscritos e outros documentos do autor. Há também uma coleção de capas de seus livros, bem como a reprodução do ambiente de seu escritório. Muito inteteressante, pois dá para conhecer um pouquinho mais sobre a trajetória e o processo criativo do autor - além de descobrir que Saramago não é seu verdadeiro sobrenome, era um apelido da família que, por equívoco do escrivão, foi adicionado ao nome do recém-nascido por ocasião de seu registro de nascimento.


E o "prédio das carambolas" - veja a foto e você vai entender....- merece, por si só, uma visitinha.

Serviço:
Av. Faria Lima, 201
Entrada pela Rua Coropés
Pinheiros, São Paulo/SP

(11) 2245-1900

Aberto de terça a domingo, das 11 às 20 horas.

Vigência da exposição Latitudes - Mestres latino-americanos na coleção FEMSA:
12 de fevereiro a 05 de abril de 2009.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Campanha para doação de órgãos

A campanha é linda.
A causa, fantástica.
Vale divulgar e aderir.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Garotas de Sorte: bolsas

A pedido da Marina, segue aqui a divulgação de uma promoção que está rolando lá no blog Garotas de Sorte.



Vale divulgar o sorteio porque a Flowers, a parceira da Marina nesta empreitada, tem uma coleção de bolsas muito bacanas.

Eu quero!

Aliás, por falar em bolsas, queria dizer que simplesmente estou amando esta onda de ecobags. Aqui em casa adotamos o uso das sacolas retornáveis e estamos fazendo uma maxi economia de sacolinhas plásticas que, como todos sabem - ou deveriam saber - levam um tempo enorme para desaparecer da face da terra. E cada vez mais aparecem por aí modelitos de bolsas cheias de bossa, como por exemplo estas daí:






1. Sacola retornável Casa Hope. R$ 10,00
2. Natura Crer Para Ver Sacola de Compras Tecido. R$ 15,00
3. Sacola retornável em lona Encaixe. sem preço.
4. Sacola retornável GI Pão de Açúcar. R$ 4,15
5. Adote um gatinho. R$ 40,00

Sim, eu sou ecofriendly! Prefiro papel reciclado ao alcalino, separo lixo orgânico do inorgânico - com direito a separação de plásticos, papéis, vidros e metais-, tento racionalizar o uso de energia elétrica e água potável, enfim, adoto pequenas medidas que, somadas a outras tantas pequenas iniciativas, podem transformar nossa qualidade de vida.

Gostou das ecobags? Para mais informações dê uma espiada nestes locais:





Update: A Deise também pede para avisar que no seu blog há sorteio rolando. Mais info em: http://bahtrilegaltche.blogspot.com/2009/02/2-sorteio-do-blog.html

Biblioteca


Esta é uma história que não me canso de contar para meus amigos.

Quando entrei pela primeira vez no atual apartamento e vi aquela parede de mais de pouco mais de quatro metros de largura na sala eu pensei: perfeito para instalar uma super estante e concentrar aqui a biblioteca da família!

Imaginem vocês o que significam os livros na vida de dois doutorandos (ops, ele já é doutor), profissionais da área de Humanas. Sim, depois da Monalisa eles são nosso maior tesouro.

Então desde antes de pegar as chaves do apê eu já sonhava com a tal estante de livros. No apartamento em que morávamos anteriormente a biblioteca estava dispersa entre estantes de aço (que com o passar dos anos tombam as pobres) e estantes instaladas no alto das paredes (sistema de trilhos que permitem ajustes infinitos no tamanho dos intervalos). Funcionava. Mas funcionava mal, é verdade.

Além do mais, concentrar todos os livros na sala permitiria manter no escritório o sofá-cama e assim, improvisar um quarto para os hóspedes de passagem por São Paulo. Adeus ao incômodo de acordar a visita na hora de ir à cozinha, olhem só que maravilha. Imaginar os livros todos dispostos em uma única estante – de preferência bela e charmosa – na sala tornou-se, então, verdadeira obsessão.

Passei uma tarde inteira discutindo com o maridão os detalhes do móvel. Queríamos que a estante tivesse três módulos separados, prevendo futuras mudanças para lugares nos quais não exista uma fantástica parede de quatro metros. Queríamos uma estante que ocupasse a parede inteira. Queríamos que ela tivesse muitos nichos. Mede daqui, desenha dali, projetamos a dita estante segundo nossos parcos conhecimentos de design de móveis.

E daí começou o pesadelo. Chamamos um marceneiro indicado por uma amiga. O cara nos deu bolo e, claro, nenhuma satisfação. Ficamos indignados e não insistimos. Resolvemos procurar outro. Este não entendeu as informações sobre a estante, desenhou (tão toscamente quanto euzinha) outro modelo de estante e queria cobrar a bagatela de R$ 3.500,00. Quase caí morta. Passou um bom tempo até ter coragem e reiniciar a pesquisa de preço – e enquanto isso os livros ficaram amontoados no corredor e no escritório, um horror.

Um dia resolvi consultar por e-mail alguns profissionais que anunciavam na internet. O primeiro que respondeu a minha mensagem deu o preço de R$ 3.487,00 – subiria para cerca de R$ 3.600,00 caso eu fizesse questão de uma estante com altura ajustável das prateleiras. O segundo marceneiro queria cobrar R$ 8.520,00, acabamento “todo em fórmica” – e desde quando eu disse que queria em fórmica? Não acreditei.

Pior foi chegar o terceiro orçamento com o valor de R$ 11.000,00. É sério, eu não estou brincando.

E quando eu já estava achando que seria impossível ter a dita estante, resolvi ligar para a Evolukit e perguntar se eles faziam estantes sob medida. Conheci a loja por indicação de amigos e já tínhamos uma estante feita por eles, como a do modelo da foto que baixei lá do site da empresa (mas a nossa é cognac).

E não é que eles tinham uma solução?

Precisei adequar algumas medidas e tão somente isso. E, de resto, a estante ficou bem parecida com aquilo que eu imaginava. Ela tem um sistema super interessante de encaixe das peças, o que significa que se amanhã eu resolver colocar mais ou menos prateleiras, aumentando ou diminuindo o intervalo entre elas eu posso. Em uma semana entregaram. O rapaz que veio montar foi super atencioso. A estante está chumbada na parede e por isso temos a segurança de que nada vai despencar. Ficou linda (a foto no início do post não faz juz à estante, mas o problema é que eu não sou uma boa fotógrafa...).
E tudo por menos da metade do preço do primeiro orçamento...


(e não, a Evolukit não me pagou para escrever este post...)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Gatos, II parte



A Nana deixou um comentário em meu post anterior sobre gatos (leia aqui) falando ter visto uma casa projetada especialmente para os bichanos. Nesta tarde chuvosa, antes de "pegar no batente", resolvi dar uma navegada em busca da tal casa.

Achei!

Diretamente do Modern Cat (que, aliás, vale muito a pena conferir porque traz idéias ótimas e fotos lindas dos bichanos) para este humilde blog:




É ou não é inventivo, heim?

Update: Segundo o blog Reino da Almofada (que também merece uma visita!), as fotos acima são de uma casa japonesa cujo projeto você encontra aqui. Fantástico!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Youkali tango

"É a descrição de uma utopia - Youkali seria uma ilha tipo Utopia, um faz de contas, onde tudo é perfeito e que não existe..."

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Balanço do mês de janeiro


BLOG: Foi muito, mas muito interessante mesmo a experiência de criar e escrever neste blog. Poder falar de tudo um pouco para um leitor indefinido/desconhecido me fez testar um outro jeito de escrever, mais leve, e isto tem se refletido na escrita da tese.

O exercício quase diário de escrita no blog tornou mais fluente o texto acadêmico. Além disso, sistematizar aqui algumas experiências tem sido muito bom, por diversos motivos: desde ajudar a construir uma memória – às vezes fazemos tantas coisas mas, com o passar do tempo, ficamos com a impressão de que não fizemos nada! – até a criar um canal de expressão, o que para mim é muito importante, dado ter certa dificuldade para expor alguns sentimentos.


TESE: O mês de janeiro não foi dos mais produtivos. A ressaca moral do período de festas, a tensão no período de concurso do maridão e minha viagem à Brasília contribuíram para que o trabalho não rendesse tanto quanto eu gostaria. Mas estou satisfeita com o resultado do trabalho, afinal escrevi cerca de doze páginas de texto, das quais a maior parte provavelmente será aproveitada para o corpo da tese. E, sobretudo, comecei a escrever coisas novas, abordando aspectos do trabalho que parecem, neste momento, ser bem promissores. Estou animada!

SAÚDE: Acabei não agendando as consultas médicas de rotina que eu havia me comprometido a marcar. Espero que agora em fevereiro eu resolva isto de uma vez por todas! Acabei engordando um pouco neste período de festas e por estar obesa isto é preocupante, de modo que preciso controlar melhor a alimentação neste novo mês. Por falar em nutrição, acabo de ler na Folha de S. Paulo deste domingo uma matéria sobre a dieta das “musas do samba”: batata e clara de ovo, seis dias por semana. Eu, heim? Definitivamente, estou fora...

Ontem fiz minha inscrição para o sorteio de vagas para as aulas de yoga no CEPEUSP. Não, a opção pela yoga não é febre provocada pela novela Caminho das Índias (aliás, é impressão minha ou todos os atores resolveram apresentar sua faceta canastra nesta novela?). Já vinha pensando nisso faz tempo, pois preciso ganhar flexibilidade. Meu marido até sugeriu aulas de Pilates, mas elas costumam ser muito caras, infelizmente. Academia convencional não me anima (lembro-me até hoje do dia seguinte a uma aula de musculação, no qual fiquei literalmente travada, sem conseguir andar, em virtude de um exercício mal feito nas panturrilhas...). Já paguei academia para apenas caminhar na esteira. Alguns podem achar um desperdício de grana, mas na época achei que era melhor do que não fazer nada. Mas acabei me entediando, a grana encurtou e eu desisti.

Já como aluna da USP cheguei a me matricular nas aulas de caminhada e alongamento. Era muito legal, o exercício me gerava um bem-estar imenso! Lembrava a época em que eu caminhava diariamente com uma amiga moçambicana, em Curitiba, no Jardim Botânico ou pelas ciclovias da cidade. Mas calhou do horário de minha monitoria coincidir com um dos dias do caminhada e aí em razão disso tive que abandonar a classe de exercício. E, ao contrário dos dias de juventude em Curitiba, hoje ando bem mais preguiçosa para criar uma rotina de caminhada.

Esta será, portanto, mais uma tentativa de me por em movimento. As aulas de ioga, para além dos seus benefícios diretos, deverá me estimular para a realização de caminhadas – daqui de casa até o CEPE deve corresponder a uns 45 min de caminhada. Acho que vai ser legal. Dia 18/02 sairá o resultado do sorteio de vagas. Fazendo figas!


CASA & CULINÁRIA: reconheci, depois de muito tempo, que não serei capaz de concluir, sozinha, a pintura do apartamento. A pintura deixou de ser uma atividade prazerosa para se tornar um fardo difícil de carregar. O tempo dedicado a esta atividade poderá ser melhor empregado em outras coisas na casa e, sobretudo, na minha relação com o maridão. Contratar alguém para o serviço será uma das tarefas a ser realizadas em fevereiro, já que em janeiro não rolou.

Infelizmente não testei nenhuma receita nova, apesar de ter ficado com água na boca com várias receitinhas publicadas nos blogs que acompanho. Aliás, a leitura de diversos blogs tem me estimulado a querer aprender novos pratos, a cuidar um pouco mais de minha casinha e do meu visual. Estou amando isso!

Conheci um restaurante novo, o Banri, por ocasião do festival gastronômico ocorrido durante os festejos do Ano Novo Chinês, comemorados sobretudo no bairro da Liberdade (que eu amo!!!). Não postei nada a respeito do restaurante porque foi justamente na véspera de minha viagem que eu fui lá, então não deu tempo para rabiscar comentários antes de pegar o avião. Só para não deixar em branco: o ambiente é bem gostoso e é simplesmente uma delícia o prato Beijing (lula, camarão, shimeji, salsão, shitake).

E descobri nesta última semana que a Arno tem uma Casa Gourmet que oferece cursos e palestras gratuitos nas áreas de gastronomia, beleza e comportamento. Acabei me inscrevendo em dois cursos na área de gastronomia. Achei que a experiência de aprender “ao vivo e a cores” algumas novas receitas poderá ser bem mais divertida que simplesmente fuçar a internet em busca de receitas novas, ainda mais porque euzinha não sou nenhuma expert na cozinha e todas as dicas e truques são bem-vindos!

EM RESUMO: mês preguiçoso, porém mês de planejamento. Que se cumpram as metas ao longo do ano!