segunda-feira, 29 de junho de 2009

Quem você queria ser?

Nos últimos dias, como todos sabem, não se ouve nem se lê outra coisa que não seja referente às notícias e especulações em torno da morte de Michael Jackson.

Embora tenha crescido assistindo através do Fantástico, "em primeiríssima mão", a seus videoclipes - bem como tenha achado incrível como suas coreografias foram capazes de animar desde bailinhos na garagem a performances de detentos das Filipinas (vide abaixo) -, nunca fui muito sua fã. Portanto, a seu respeito, não tenho muito a dizer, a não ser que temo a hagiografia.



Nesta semana o que me tocou de forma um pouco mais profunda foi o falecimento de Farrah Fawcett. É, sou uma órfã do seriado As panteras. E sua imagem, muitíssimo mais que a do "astro pop", remete às brincadeiras de criança na casa dos primos e certamente ajudou a constituir meu gosto por seriadinhos policiais de toda a espécie.



Confesso: eu queria ser uma Charlie´s angel. E você?

terça-feira, 23 de junho de 2009

A história de uma cômoda ou...


Cansada da feiúra das cômodas atuais, bem como da baixa qualidade e durabilidade dos móveis, decidi que a cômoda que eu compraria seria garimpada em lojas de móveis usados.

Fiquei mais estimulada em adquirir móveis antigos depois que uma amiga comprou um lindo jogo de quarto, a preços mais que decentes. Lá fomos as duas, então, procurar a dita cômoda.

Para encurtar a história, vou direto ao ponto: lá na penúltima loja, depois de ver dezenas de cômodas, eis que encontro uma "despenseira", um móvel cheio de gavetinhas para guardar o que na infância era chamado de "mantimentos": feijão, arroz, farinha, café... Uma graça!

Gostei tanto, mas tanto, mas tanto do móvel que até sonhei com ele na cozinha. E achei isso muito significativo pois foi a primeira vez, até onde me lembro, que eu sonhei com a casa onde moro atualmente (todos os meus sonhos, bons e ruins, ainda têm por cenário a casa onde passei minha infãncia e juventude, em Curitiba). Maridão foi sensível o suficiente para dizer que poderiamos comprar o móvel, mesmo sem tê-lo visto. E lá fui eu toda faceira, há uns dez dias atrás, comprar a tal "despenseira".

Chegando na loja, fui direto ao móvel que, para minha alegria, ainda não tinha sido vendido. Aí começaram as negociações de preço, o vendedor querendo valorizar o produto e eu desejando um mega desconto. E eu que costumo ser bastante direta, eis que me percebo jogando conversa fora, desviando assunto, fazendo pausas até conseguir que minha proposta seja aceita. Um verdadeiro teste de resistência!

Depois de combinar o preço, segui para a frente da loja, onde outro funcionário anotaria os dados para a entrega do móvel. E dá-lhe prosa. O vendedor perguntou sobre minha profissão e logo ao saber que sou antropóloga me questionou sobre os processos de mumificação egípcias (as confusões em torno do que faz ou deixa de fazer um antropólogo renderão, ainda, outro post por aqui, eu prometo). Seguiu falando sobre reencarnação - motivo pelo qual, segundo lhe constava, os antigos mumificavam seus mortos, crença com a qual ele não concordava - até que encerrou a coleta de meus dados pessoais emitindo opiniões sobre doações de órgãos. Ele é doador e ficou feliz em saber que eu também sou.

Deixando a conversa fiada pra lá... Na data de entrega prometida é claro que o pessoal da loja de móveis usados nos deu o cano. E claro que não ligaram para avisar que não iriam entregar o móvel naquele dia. No dia seguinte, contudo, entregaram o armário, devidamente restaurado, conforme o combinado. E desde então não tem mais essa de se perguntar "onde está o café?", a coleção de latas de chá e os temperos finalmente ganhou visibilidade e a cozinha, charme e personalidade.



E a cômoda, que é bom, até agora não compramos...
mas nem estou triste por isso!


A montagem das fotos que ilustram o post foi feita no Picnik,
indicado pelo blog BananaCraft. Testem-no e divirtam-se!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Só faltaram duas coisas (ou quase isso):



as flores amarelas dos ipês carregados e o pierogui. De resto, posso dizer a plenos pulmões que reencontrei a "minha Curitiba". O clima estava muito ameno e o céu, muito limpo, absurdamente azul, sem nuvens. Perfeito!

Ok, há mudanças na cidade. Depois que a Drogamed faliu, retomaram a marca Minerva, nome da farmácia frequentada por minha mãe quando eu era pequenina. Um taxista contou que o dono do Churrasquinho de gato deu golpe na praça e no lugar da casa que era o must da juventude dourada do início desta década abriram um tal de Giro do gato. O antigo Café Ritz agora integra a rede De Lucca e se o sabor do café permanece o mesmo, assim como a decoração com fotos antigas da capital, um não-sei-quê mudou profundamente.

Os telefones públicos agoram estampam a propaganda da Oi. Os ônibus que passavam na frente da casa de meu sogro foram substituídos por micro-ônibus. A vizinha da frente, que um dia me ofereceu um totalmente inesperado presente de Natal acompanhado de algumas palavras muito doces, faleceu, o que me deixou muito triste. Sua amabilidade para comigo, meu marido e meu sogro faziam inusitado par com sua disciplina e rigidez, forjada nos anos de trabalho como delegada de polícia. Outro vizinho de quadra, que fora o responsável por pintar a fachada da casa na qual maridão e eu moramos por quase dois anos - e por "alertar" os pichadores da Baixada do Atlético que aquele imóvel não deveria ser novamente alvo de "escrituras urbanas", sob pena de serem banhados, por ele, com piche fervendo! (no que foi obedecido à risca por anos a fio, mesmo após nossa mudança daquela casa) - cometeu suicídio, sem maiores explicações, para meu espanto.

De todas as mudanças a maior, por certo, diz respeito às referências. Já não poderei mais voltar à casa que maridão e eu reformamos quando decidimos morar juntos, nem visitar o pé de caqui carregado de mudas de miltônias, nem conferir o tamanho alcançado pelo pinheiro que meu marido fez questão de plantar na infância. Mas isso não me deixa triste, apenas com saudades.

Sigamos em frente, sempre.
Update: maridão afirma que estou enganada. O vizinho que cometeu suicídio não foi o responsável pela pintura da fachada. Eles eram amigos e, por isso, eu me equivoquei. De qualquer modo, continuo pasma com a notícia.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Enfrentando o frio e outras coisas mais


Queria agradecer aqui - e não como mera resposta aos comentários - a todas que se manisfestaram no post da segunda-feira passada (Should I...). Fiquei bastante comovida com as palavras de carinho e incentivo, todas super bem-vindas em um momento que, de fato, estava com vontade de "jogar a toalha", "chutar o balde", qualquer coisa assim...

Acabarei viajando a Curitiba nesta semana para resolver coisas realmente improrrogáveis, como a assinatura de alguns documentos. Mas resolvi que o melhor a fazer é mesmo um "bate-e-volta", para tentar diminuir ao máximo o tempo que permanecerei fora de casa (leia-se São Paulo). Isso basicamente por duas razões. Primeiro, porque finalmente "caiu a ficha" de que há questões familiares nas quais até posso opinar, mas não posso, de modo algum, querer resolver sozinha. Estabelecer estes limites não é fácil, mas acho que todos sairão ganhando com isso no final do processo. Segundo, porque estou realmente estou "atolada até o pescoço" com coisas para fazer (sim, a tese, sempre ela!) e não posso ausentar-me muito mais da rotina de trabalho.

Torço para que o dia de amanhã, e o depois de amanhã, e o dia seguinte sejam típicos dias de outono. Uma de minhas paixões, estejam seguros disso, é passear por Curitiba no outono, com céu limpo, ar frio e flores dos ipês amarelos cobrindo as calçadas. Normalmente esta Curitiba idílica é encontrada no comecinho do outono, logo imagino que em meados de junho as árvores já estejam completamente sem flor, as calçadas tenham no máximo folhas secas e o frio esteja maior do que aquele que eu gostaria de sentir.
Mas ainda assim devo admitir que algo em mim está muito feliz em poder revisitar esta paisagem, ver araucárias - acabo de saber que um tio meu despencou de uma porque queria catar pinhas... detalhe: o "piá" tem mais de sessenta anos! -, andar na Rua XV, sem compromisso de qualquer espécie e quem sabe até conseguir comer pierogui que eu amo, amo, amo, como boa polaca que eu deveria ser.

Quanto às demais "questões existenciais", todas permanecem em suspenso. Só no regresso eu farei o exame de sangue que falta e agendo nova consulta com endocrino, seja com o cara dos 3 minutos ou com qualquer outro (minha experiência com a Medial tem demonstrado que praticamente todos os médicos tem procedimentos que tornam a consulta em uma aparição relâmpago). Minha absoluta impaciência com salões de beleza continua e só de pensar em ser alvo de pressão para aloirar minhas madeixas castanhas sinto arrepios, ainda que um ou outro fio branco, de fato, me deprima um pouco. A escrita da tese permanece interrompida, mas ao menos andei lendo um livro sobre o tema a que me dedico e esbocei uma resenha, quiçá publicável em algum periódico acadêmico. Mas agora o mais importante é não me esquecer de colocar na mala o kit de sobrevivência às baixas temperaturas.
Até a volta.

Banho de sol

Nos últimos dias Monalisa descobriu os prazeres do banho de sol.

Digam se não é uma fofura?


Sim, eu sou babona...


sábado, 13 de junho de 2009

Para colorir e escrever... e quem sabe também beber café!


Compõe minha rotina matinal dar uma espiada no jornal. Sempre. E há algum tempo o caderno Vitrine, da Folha de S. Paulo, é leitura certa.

Sempre dá para garimpar uma ou outra dica interessante: é o endereço de uma loja aqui, a apresentação de uma utilidade doméstica que promete ser a salvação de seus problemas ali, uma avaliação de comportamentos sustentáveis acolá.

Seguindo as pistas do Vitrine é que fui parar na homepage da Casa & Loja. E um dos primeiros produtos anunciados na página, para minha surpresa, foram estas canecas. Repararam que a cerâmica tem uma superfície que faz as vezes de lousa?

O preço? R$ 12,00.

Se você achar muito esquisito tomar seu café em um mini quadro-negro, que tal transformar a caneca em um charmoso porta-canetas?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Il pleut


É ano ímpar

Foto publicada na capa da Folha de S. Paulo de 10.06.2009, com a seguinte legenda:

Com livro na mão, grevista entra em choque contra policiais na USP;conflito começou quando os PMs tentaram dispersar protesto contra sua presença no campus

Lamentável.

Passei toda a minha formação acadêmica ouvindo, em tom jocoso, advertências em relação às greves que normalmente ocorriam em anos ímpares. O fato é que nem precisava ser ano ímpar para que paralisações ocorressem e se transformassem em greves de média ou longa duração. As greves são tão previsíveis que um ex-aluno da USP promoveu, neste ano, um bolão virtual e pretendia premiar quem acertasse a data de início da greve (leia aqui)...

Mas o que vem ocorrendo na USP é inédito para mim. Isso do campus ser ocupado por batalhões da Polícia Militar é muito chocante.

Lamentável.

Como li em outro blog,

Hoje, é difícil saber porque a USP está em greve. As pautas despertam apenas reações afetivas. Ensino à distância (Para quem? Elaborado por quem? Em que termos? Com que verbas? Com quais diretrizes e controles de qualidade? - nem a
reitoria, nem os opositores explicam). Reformulação do plano de carreira dos docentes (Quais as consequências e implicações? Qual o impacto hierárquico? Orçamentário? Institucional?) Demissão do delegado sindical (Sob quais alegações? Com quais consequências para o delegado? Para o sindicato? Para a política interna?). De uma certa forma, apenas a absoluta falta de capacidade política da gestão atual da reitoria conseguiu uma questão simples e coerente para os protestos. A presença de uma força repressiva do Estado, a Tropa de Choque, para conter as manifestações, o que não acontecia desde 1979. A despeito de todas as confusões e contradições, este é um bom motivo para se entrar em greve, por abrir precedentes para a dissolução da universidade concebida como um lugar de produção livre de pensamento e conhecimento, e não apenas uma fábrica de diplomas.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Should I...

Começo a semana cheia de indecisões:

Será que viajo para Curitiba nos próximos dias para resolver pepinos e visitar amigos?

Será que dou uma nova chance para o endocronologista que, na primeira consulta, levou somente 3 minutos para iniciar e concluir o diagnóstico?

Será que insisto em prorrogar a ida ao salão e continuo a cortar as pontas de meu cabelo by myself como nos dois meses passados?

Será que finalmente volto ao texto da tese ao longo desta semana?

Ai...

Ilustração de Rita Wainer.

sábado, 6 de junho de 2009

Livros e mais livros


Foi visitando o blog de um de meus primeiros professores que encontrei a foto acima. Paixão imediata! Trata-se da Livraria Shakespeare & Co, em Paris, pelas lentes de Arnaud Frich (veja outras fotos, belíssimas, aqui).

Fiquei tão encantada com a atmosfera da livraria que fui atrás de outras informações sobre o lugar. E eis que encontro outra foto linda, esta diretamente daqui. Reparem no gato passeando tranquilamente por entre os livros...



Agora diz se não é um charme, diz?
Bom final de semana!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Programa nacional de troca de livros

Conhece o Estante Virtual? Não? Oxe, não sabe então o que você está perdendo!

O Estante Virtual é um portal que reúne diversos sebos do país. A pesquisa de títulos é super fácil e, via de regra, os livros comercializados encontram-se em ótimo estado de conservação. Vale muitíssimo a pena conhecer!

Sobretudo agora, com as novidades que acabo de saber através de uma newsletter , reproduzida abaixo por considerá-la um ótimo achado:


EDIÇÃO Nº 24 - 03 DE JUNHO DE 2009 - PROGRAMA NACIONAL DE TROCA DE LIVROS


Caros leitores,

A escalada dos números da Estante não é novidade. Todos crescem exponencialmente sem parar, desde o lançamento, há 3 anos. Livros, sebos, livreiros virtuais, leitores, leitores vendedores, vendas, acessos, buscas.

Também não é novidade que além de números, chegam também histórias muito interessantes. Pessoas que encontraram livros de familiares escritos há décadas, livros esgotados imprescindíveis às suas teses de doutorado, ou mesmo livros seminovos ainda em edição por uma fração do preço das livrarias convencionais.

Chegam histórias também de sebos recém-inaugurados, fundados por livreiros virtuais que começaram suas atividades na Estante e viram seus negócios darem tão certo que se motivaram a abrirem uma loja física.

"Então, Estante, tem alguma novidade?" Sem dúvida, temos sim! Vamos a ela então!

Esta semana estamos lançando um serviço inédito no país: o Programa Nacional de Troca de Livros.

Você leva nos sebos os seus livros seminovos e ganha créditos para adquirir seu próximo livro. E a avaliação é justa, nada de 1 real por livro! Na troca por livros do acervo do sebo, seu livro vale 25% do preço atual nas livrarias convencionais.
O programa marca uma inovação no mercado editorial - interligando sebos e leitores em um fluxo virtuoso de troca de livros seminovos. A aquisição do próximo livro se torna muito mais acessível, uma vez que o livro que se acabou de ler pode ser usado como forma de pagamento.

Mas não é só. A inovação vai além disso! O programa marca também uma inovação no comércio brasileiro: Em alguns sebos você pode também fazer a troca por um vale-compras virtual. Seus créditos são remetidos pelo sebo a uma carteira virtual,
administrada pelo Pagamento Digital e vinculada ao seu email. Você pode então usá-los para adquirir livros aqui na Estante, nos mais de 400 sebos Brasil afora que aceitam o Pagamento Digital! Nessa modalidade de troca seu livro vale 20% do
preço das livrarias.

A relação dos já mais de 100 sebos participantes, bem como o regulamento completo do programa, você confere neste link: http://www.estantevirtual.com.br/programadetrocas

Abraços e boas trocas!

André Garcia Criador / Diretor http://www.estantevirtual.com.br/

Border Delicat



E depois de meses de indecisão o escolhido foi o adesivo Border, da Coleção Delicat, comercializado pela Job Design Criaativo

(não, eu não errei, são dois A´s mesmo no criaativo).

Amei!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sobre design, ou nomes pomposos e preços exorbitantes

Já faz algum tempo que preciso trocar o assento do vaso sanitário do banheiro social. A tampa tem uma leve rachadura e o assento demanda ação de um Super Hulk para ficar decentemente higienizada. E eu, que sempre me recuso a fazer o papel de mulherzinha mimada, nessas horas quase choro, grito e me despenteio de raiva.

Sempre achei que este problema seria fácil de ser resolvido. Só fui protelando a compra do assento por protelar (maldita procrastinação!). Mas nos últimos ímpetos de organização da casa tentei por fim ao dramalhão mexicano mal dublado em que se transformou a limpeza do referido assento, buscando trocar o dito cujo por um novinho em folha. O problema é que, de fato, resolver o imbróglio até seria mesmo muito simplres, não fosse o pequeno detalhe do vaso sanitário escolhido pela antiga proprietária deste apartamento não seguir o modelo padrão (ovalado), mas sim o formato em U.

Daí começa a saga. Não é em qualquer casa de material de construção que você encontra o produto no modelo adequado. E quando encontra, ele simplesmente custa o dobro, ou mesmo o triplo, que o assento que segue o formato padrão. E cada vez que eu faço este cálculo eu me pergunto por que raios isso ocorre.

Foi observando estes exageros aliás, que verifiquei que o assento Poliéster com Fixação Dourada Windsor Branco Gelo custa "módicos" R$ 528,15!

Agora me diz se uma simples tampa de privada precisa de nome tão pomposo e preço tão exorbitante, me diz!


Fiquei pensando:

como deve se chamar a prole do designer e/ou marketeiro que batizou esta peça, heim?


balanço mensal: maio

TESE: como disse a uma amiga, transformei a tese em tabu. Eu não mexo com ela, ela não mexe comigo e nós duas ficamos bem!

Ok, brincadeiras à parte, o fato é que passei o mês todo de maio sem muita disposição para enfrentar o texto. Nos últimos dias do mês até ensaiei ler alguma coisa relacionada ao tema de pesquisa, mas não prossegui com o esforço. Acho que o fato do livro ser chato também não me animou muito.

Outro dia dei-me conta que o prazo para conclusão da escrita da tese é menor do que eu supunha. Sim, porque se eu quiser mesmo defender esta joça em março do ano que vem preciso depositar a tese no final de novembro, salvo engano. Até dá para pedir prorrogação, mas isso era tudo o que eu não queria. Mesmo porque minha bolsa será suspensa a partir de março de 2010 e concluir a tese sem grana não será, certamente, uma boa coisa.

Aliás, contei que minha bolsa foi suspensa neste último mês por engano? Pois é, minha gente, foi um horror. Agora estou só na expectativa de que a situação tenha sido mesmo resolvida, conforme prometido.

SAÚDE: estou satisfeita com o tratamento homeopático, sabe? Acho que tem me feito bem, de verdade. Mas já não posso dizer que estou plenamente satisfeita com o atendimento prestado pelos demais médicos. Todo mundo sempre lamenta o fato das consultas serem breves, eu serei apenas mais uma a engrossar o coro dos descontentes. Mas não é para menos: o endocrino que me atendeu na semana passada demorou exatos 3 minutos para me despachar do consultório. Como assim?

Por estas e outras, estou desenvolvendo a cartilha "meu plano de saúde atual: modos de usar". Trocando informações com uma amiga percebemos, por exemplo, que o tempo de espera para a realização de determinados procedimentos e exames varia de acordo com os centros médicos; que dependendo do horário a unidade de atendimento parece um spa ou um inferno; que há médicos mais e menos atenciosos e assim por diante. Só assim para ser melhor atendida.

De resto, as caminhadas continuaram. Assistemáticas, mas continuaram.

CASA & CULINÁRIA: em maio completou um ano de residência no atual apartamento. E a casa está uma delícia, tanto é que ficamos muito à vontade para receber muitas pessoas aqui nas últimas semanas. Agora só falta a cômoda, para organizar definitivamente minhas roupas.

Finalmente tomei vergonha na cara e comprei duas formas redondas, uma com buraco no meio e outra com fundo falso. Pode alguém passar dos trinta e não ter uma coisa dessas na cozinha? Pois então... Fui logo querer estrear uma delas e só fiz fiasco. Primeiro foi o bolo que não quis sair da forma de jeito algum; depois foi o bolo de cenoura, saiu inteirinho da forma, lindo, mas estava intragável. Acho que acabei abrindo o forno antes do tempo e aí, já viu... Mas continuarei tentando.

EM RESUMO: pouco trabalho intelectual, muita organização da casa e diversas visitas. Sim, porque a vida não se resume à tese. Felizmente.