sexta-feira, 30 de abril de 2010

Será mesmo que eu já voltei de viagem?



Viajar é mesmo uma delícia. Retomar a rotina após a pausa é que é difícil. O corpitcho chegou aqui, são e salvo - só um pouco cansado, afinal o atraso de uma hora no voo foi um tanto estafante. A alma, porém, como bem definiu meu marido, parece que resolveu dar uma esticada por algum lugar nas bandas de lá e só chegou aqui em casa às vésperas do feriado.

Consequentemente, a semana passou sem que eu me desse conta direito de quais eram meus afazeres, quais as urgências. E o mais terrível é que neste ano deixei para fazer a minha declaração de imposto justamente nos momentos finais do segundo tempo, sem direito a prorrogação. Não, não que eu seja uma brasileira típica que deixa tudo para a última hora. Infelizmente a enrolação tem causas outras. Já escrevi aqui que meu sogro, apesar de sua doçura, tirava-me completamente do sério quando o assunto era fazer a declaração de imposto. Pois bem. Não imaginava o quanto a neura do imposto fosse repercutir após o falecimento dele. Sogro e IR tornaram-se indissociáveis. Não sei se choro ou se rio enquanto escrevo uma frase como essa, mas o fato é que senti a coisa desse jeito. E daí eu travei. E deixei tudo para a última hora. Odeio isso.

Também deixei para os últimos dias a transferência do título de eleitor. E agora sei que vou pegar filas imensas, perder horas preciosas, etc e tal. Odeio isso. Quer dizer, odeio-me por isso.

Para salvar meu dia, ou, pelo menos, meu humor, segue o link de um post publicado no Corporativismo Feminino.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Bah

Mesmo que a chuva tenha insistido em cair e eu não tenha visto "o maior por-do-sol do mundo".
Mesmo que a anfitriã tenha tido dificuldades para se desvencilhar das tarefas cotidianas.
Mesmo que não tenha encontrado o Gasômetro com uma extensa e animada programação cultural e que tenha conhecido o Centro Cultural Santander já de portas cerradas.
E mesmo que não tenha tido ânimo para curtir a noite em um bar qualquer da Cidade Baixa.
Ainda assim teve o alegria do reencontro.
E boa conversa, boas risadas, muitos cafés, algum mate e um encantamento profundo pela cidade.
Até qualquer dia, Porto Alegre.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Diga xis

Uma das coisas que eu gostaria de aprender, um dia, é fotografar. Sim, porque fotografar não é algo simples! É preciso conhecer meia dúzia de técnicas, outra dúzia de macetes, dispor de paciência e sensibilidade para compor o quadro e, claro, ter um bom equipamento também ajuda. E eu nunca encarei o desafio de reunir estas coisas todas...

Fotografar foi, durante muito tempo, uma coisa comparável ao uso do telefone. Para usar qualquer um dos dispositivos era necessário recorrer à casa de uma tia, a única que, na rua repleta de parentes, tinha uma linha e uma câmera e se dispunha, de bom grado, a emprestar os artefatos aos vizinhos. Em todas as vezes que alguém precisava conversar comigo, era para minha tia que ligava e deixava recado, ou então ficava gastando pulsos até que minha tia saísse correndo de sua casa e viesse até o portão de minha casa, gritando que tinha alguém, ao telefone, a minha espera.

E as primeiras fotografias que ensaiei produzir foram realizadas com uma Yashica azul, de longe o presente exibido com maior orgulho por minha prima. Talvez o mais útil também - se bem que a máquina de escrever, recebida alguns anos antes, salvo engano, quebrava um galho e tanto na confecção de trabalhos escolares em tempos pré computador XT.

Com o meu primeiro salário de professora do estado, em meados da década de 1990, eu comprei a minha primeira câmera fotográfica. A esta altura minha prima já se aventurava com máquinas mais sofisticadas, indispensáveis para sua rotina de trabalho como bióloga. Eu, menos por preferência e mais pelas condições financeiras da época, optei por um modelo simples, bastante semelhante àquele da máquina que circulava de casa em casa.

Colocar o filme na máquina constituia uma aventura ímpar, já que sempre havia a possibilidade de não ter encaixado o filme no lugar adequado. Consequentemente, na hora de puxar a manivela para preparar a máquina para a próxima foto, o filme poderia não ser adequadamente enrolado na bobina. Isso sem falar na possibilidade de os dispositivos mecânicos da máquina não funcionarem direito. Certa vez perdi um rolo inteiro - e, consequentemente, uma série de fotos de Berlim - por uma coisa dessas. Até hoje eu suspiro pensando na Praça Rosa Luxemburgo que eu não trouxe comigo, em registros.

Em um sorteio da "firma", já no início dos anos 2000, ganhei uma máquina automática. Em um tempo no qual as máquinas digitais já causavam furor, sortear uma máquina não digital foi considerado um grande mico. Mas não para mim, já que a nova máquina causou uma verdadeira revolução por não ter mais que puxar a manivelinha para "rodar" o filme. Chega a ser hilariante pensar em como coisas tão bestas nos deixam tão felizes...

Alguns anos depois chegou aqui em casa a máquina digital. Mas minha habilidade, infelizmente, não se desenvolveu tanto quando a tecnologia destes novos equipamentos. Ok, já não tiro mais foto nas quais eu corto a cabeça ou os pés de alguém, mas fora isso...

Fiquei pensando nesta minha relação com a fotografia, primeiramente, porque logo mais farei uma breve viagem, a uma cidade que eu curto bastante, Porto Alegre, em visita a uma amiga querida. Talvez o maior volume de fotos que eu tenho date justamente da época em que estudei com ela. Quase tudo virava motivo para tirar fotografia: a chegada de amigos, as horas de estudo madrugada adentro, a tintura no cabelo, a participação em congressos e assim por diante. E ao longo dos anos - dez anos! - a cada novo encontro, ocorre uma nova sessão de fotos, marcando a alegria do convívio.

Mas vai ficando claro, então, que a motivação para a foto encontra-se mais nos personagens que nos cenários. E acho que eu me ressinto mesmo é disso: fotografar paisagens, objetos, detalhes. E justamente nestas horas é que sinto falta de maior conhecimento, teórico e prático, para dar conta desta empreitada. Alguma complacência do maridão talvez me ajudasse a enfrentar minhas dificuldades com este universo, não sei.

Outras coisas que me levaram a pensar sobre o assunto são duas descobertas na internet. Uma delas, que talvez muitos já conheçam, é o 365 Project. Ao se inscrever no projeto você assume o compromisso de "subir" uma nova foto a cada dia, durante um ano. Há quem fotografe de modo aleatório, assim como há quem defina um tema específico para este álbum de 365 fotos, como por exemplo, o desenvolvimento de um recém-nascido, os sentimentos e as experiências vividas em uma viagem de longa duração, os preparativos para uma comemoração e assim por diante. Ou seja, pode-se transformar o projeto em uma espécie de diário visual. Achei inspirador.

Outra descoberta se deu a partir de uma indicação do maridão para dar uma olhada no blog Japonique. Tem muita coisa bacana, dentre elas o video abaixo, produzido a partir de 2.800 fotos. Se bobear, mesmo que eu reuna todas as fotografias tiradas nos últimos cinco anos, em diferentes ocasiões, não chegarei a um quarto deste número de fotografias! Bueno, é bastante provável que PoA não deva render um clipe como este, mas, de qualquer modo, registre-se também esta outra fonte de inspiração.

E um dia hei de me conciliar com a fotografia.



This is Japan! from Eric Testroete on Vimeo.

sábado, 17 de abril de 2010

Aleatórias

1. Acima, quadrinho do Niquel Náusea publicado hoje. Acabo de me identificar com o gigante fanfarrão. Todas as noites, ou quase, maridão põe-se a contar histórias do "mundo antigo", mitos gregos e narrativas do gênero. E em todas as manhãs seguintes, sempre, sou obrigada a dizer-lhe que não me recordo dos detalhes das histórias.

2. Pela terceira semana a Folha deixou de publicar o caderno Vitrine. Era das poucas coisas que me motivava a ler o jornal aos sábados pela manhã, porque dali sempre saiam duas ou três dicas bacanas. Ok, nem sempre, mas...

3. Alguém podia dizer ao vizinho que mora no ap acima do meu que, muito embora o uso de furadeiras seja permitido aos sábados, é de bom-tom usar o aparelho depois do meio-dia e não às nove horas da manhã. Crianças, baladeiros e pessoas que escrevem tese até às três da manhã agradecem.

4. Desde que descobri o mundo dos blogs, tenho usado o Netvibes para agregar feeds. Acho as possibilidades que ele oferece para a organização das páginas muito interessantes, por meio do uso de cores distintas e apresentações diferentes. Mas não faz muito tempo também descobri que falta ao Netvibes algo que o Google Reader oferece e é super útil: a possibilidade de arquivar os posts preferidos atribuindo-lhes tags. Por que ninguém pensou em um agregador de feeds que apresentasse, ao mesmo tempo, estas duas funções? Bem, talvez seja ignorância minha e haja, por aí, tal programinha. Se houver, avisem-me!

5. Sim, concordo que "quem come um, hã hã, pede BIS", como dizia o antigo comercial do chocolate que mais lembra a minha infância, porque uma tia paterna sempre que me visitava fazia questão de me presentear com estes chocolates. Mas o mini bis é uma afronta, porque: o pacotinho deve ter uma dúzia de mini bis, o que, na prática, corresponde a meia dúzia de BIS em tamanho convencional; o preço cobrado pelo equivalente a 1/4 da caixa convencional costuma ser de 50% do valor do pacotinho normal. Chama o PROCON! Fora que o mini bis me lembrou caquinha de gato... Pronto, falei!

6. Outro dia assisti a Juno. Gostei do filme. Mas, uma vez mais, fiquei intrigada com a capacidade de algumas pessoas em verem "pelo em ovo": de onde é que tiraram a ideia de que o filme incentivaria as adolescentes a engravidar? Lembro-me que, na época, foram veiculadas algumas reportagens sobre o crescimento do número de adolescentes grávidas nos Estados Unidos. Mas, convenhamos, o filme está longe de ser uma apologia à gravidez precoce, certo?

7. Lindo sábado de outono aqui em Sampa.

8. Novo desenho fofo sendo exibido pela TV Cultura: Minuscule. Achei incrível a junção do desenho animado com as paisagens reais.

9. Falando em TV - aberta, claro, porque não sou assinante de TV a cabo - sinto-me órfã de seriados e novelas, neste momento. O CSI Las Vegas não anda mais tão empolgante; a última novela das seis desandou nos últimos capítulos e nem toda a competência da Camila Pitanga e do Marcos Palmeira foram capazes de me emocionar nas cenas finais; as chamadas da nova novela do horário - sim, eu adoro o romantismo, a ingenuidade e a bobice das novelas das seis, fazer o que? - não me empolgaram nem um pouco. Restou-me Força Tarefa ("se só tem tu, vai tu mermo") e aguardar Passione, para compor a grade de fuga do computador, da tese e dos livros.

10. Ando super interessada em fazer um curso de papelaria artesanal anunciado pela ABER. Na verdade queria mesmo, mesmo, mesmo é fazer o curso de encadernação, mas pensei melhor e concordei com as ponderações do maridão de que agora não seria um bom momento para assumir mais este compromisso (o curso de encadernação dura 13 semanas). Mas queria muito realizar uma atividade mais lúdica e o curso de papelaria artesanal pareceu-me então a solução ideal para este momento. Ocorre que o curso só será ofertado quando fechar uma turma e, desde março, isso não acontece. Então fica aqui a menção ao curso: quem sabe alguém aí se empolga e se matricula também, ou então ajuda a divulgar o curso entre seus amigos?

C´est fini!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Casa de bolos


Concordo com a Faby, do Rainhas do lar, que não tem nada a ver chamar uma boleira de "cake designer". Por isso acho igualmente afetado - e sonoramente destestável! - chamar a Wondercakes cupcakes de cupcakeria, muito embora, a rigor, o lugar se destine ao comércio de cupcakes...

Exageros afora, o lugar é uma graça. Perfeito para ir com amigas, como foi o meu caso. Foi maridão, aliás, quem deu a dica depois de passar em frente ao local, na Augusta. Ele tinha mesmo razão: o lugar é apinhado de mulheres, garotas, meninas, enfim, de gente como a gente, que se sente uma verdadeira frequentadora da Magnolia Bakery, quase uma amiga íntima da Carrie, portanto, ao escolher um docinho daqueles.

Ok, exageros afora, de novo, fica a dica para experimentar as novidades e repetir o passeio, sempre que possível.


P.S. Provei o cupcakes de maracujá com ganache e o de brigadeiro com pistache. Ambos muito bons. Aceito, sem esforço, o desafio de experimentar outros sabores.

Siricutico


Monalisa acordou hoje com o siricutico. Primeiro arranhou o sofá. Depois miou (em se tratando de Monalisa, isto é um grande evento, acreditem). Depois arranhou a cama. Pulou e veio ronronar no meu ouvido. Desceu. Voltou. Ronronou mais um pouquinho. Só se aquietou quando maridão e eu demonstramos estar acordados. Isso tudo antes das seis horas da manhã. Agora ela dorme seu doce soninho da tarde, com direito a banho de sol.


Esse siricutico todo pega, minha gente. Demorei a conciliar o sono interrompido pela nobre gata. Consegui, com a condição de ter sonhos agitados. A esta altura do campeonato já não me lembro mais qual foi o objeto do sonho, mas só sei que acordei agitada. E depois segui para o computador, depois para a sala, depois para o computador de novo. Inquieta como a Monalisa estava no início deste dia.

Problema é que, ao contrário da bichana, não sinto sono agora. Tampouco estou concentrada a ponto de enfrentar a tarefa de redação do texto do ponto de onde parei, no domingo. Aff...

Imagens: cerâmicas de Lisa Larson

sábado, 10 de abril de 2010

E o prêmio música chiclete da semana vai para...

Mas bem que poderia ser este outro aqui.

Sobre rotinas e fugas

Semaninha intensa, meus caros. Entre segunda e quarta-feira trabalhei com afinco no texto da tese. Parece que finalmente a coisa está entrando nos eixos - e já não é sem tempo!

Mas claro que isso não se dá sem maiores problemas. Energia demais utilizada em uma direção falta, obviamente, em outras tantas. A casa foi ficando uma zona - só não está em estado crítico graças a uma super intervenção do maridão. A alimentação empobreceu consideravelmente - ou quem empobrecerá, a olhos vistos, serei eu por sair todos os dias para "almoçar fora" (a expressão é engraçada, não?). As interações limitam-se à troca de mensagens eletrônicas. E a coluna, claro, também reclama o direito de manifestar-se contrária às muitas horas em que é obrigada a permanecer em má posição. Sim, minha coluna tem autonomia e é reclamona.

Isso sem contar sobre a mudança de turno. Gosto de trabalhar no período noturno, então tenho ido dormir, seguidamente, por volta das três da manhã. E claro que qualquer compromisso antes das dez torna-se, pois, praticamente impensável. E o meu dia, começando tarde, inviabiliza que o dia de meu companheiro comece cedo. Tensão no ar, certo?

Quinta-feira assumi que era necessário dar uma pausa. Maridão e eu decidimos ir ao cinema e, para já entrar no climão do filme, fomos antes almoçar em uma kebaberia, a Kebab Solonu. Lugar bonitinho e de facíl acesso. Pedi um couscous real marroquino, que compunha o menu de preço fixo. De acordo com o cardápio, este cuscuz era feito com um "cozido de cordeiro, frango, frutas secas, cebolas carameladas e legumes". Chegou uma porção enorme, que não dei conta de comer totalmente. Tempero gostoso, as frutas secas estavam divinas, o frango, delicioso. Mas detestei o cordeiro. E o problema é que eu escolhi o prato pensando justamente no cordeiro... Adoro cordeiro!

E agora, conferindo as informações lá na homepage do restaurante para publicar aqui, percebo que não me foi oferecida a sobremesa que compunha o meu pedido. Não me dei conta disso lá na hora e, lamentavelmente, os garçons não tomaram medidas para certificarem-se de que eu havia mesmo dispensado a bola de sorvete com compota do dia (quando é que euzinha faria isso? Nunquinha!).

Se antes de perceber isto eu já estava incerta sobre voltar ou não ao lugar para fazer uma refeição - afinal, os preços praticados são "paulistanos"... - agora mesmo é que fiquei mais convencida que o lugar é mesmo apropriado apenas para beber Arak, seguido de um café e de uma deliciosa glyka (uma compota artesanal servida com geléia libanesa de rosas e uma coalhada seca absolutamente divina). Isto, sem dúvida, vale a pena. Muito, acreditem.

Seguimos dali para o cinema. Soul kitchen é um daqueles filmes que estávamos planejando assistir há um tempão. A crítica logo tratou de classificar o filme como sendo a primeira comédia do Fatih Akin. Há cenas engraçadas, claro. Mas melhor deixar o rótulo de lado, como de costume, porque o fime não é apenas uma comédia. O humor foi a linguagem escolhida para tratar de um modo um pouco mais "leve", por assim dizer, a temática das relações interculturais, presentes nos filmes anteriores do diretor. E tais relações são complexas: envolvem escolhas, preconceitos, dramas pessoais, acertos, erros, romances, rompimentos... O fime é delicado, antes de tudo. Gostei muitíssimo. E a trilha sonora é animadíssima, a propósito.

Então, meus caros, fica aqui o convite para que chamem os(as) companheiros(as) ou os(as) amigos(as) e aproveitem o final de semana para conhecer um novo restaurante, pegar um cineminha ou fazer qualquer programa do gênero. Ter rotinas é necessário mas fugir delas é melhor ainda!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Para conferir!



Dossie Re Bordosa from Dossiê Rê Bordosa on Vimeo.

Ainda não tinha visto o curta e, por sorte, a TV Cultura o exibiu no último sábado. Genial! Achei o vídeo na própria homepage do Dossiê Rê Bordosa, aqui. Lá tem muitas outras informações sobre o curta, merecidamente premiado. Aproveitem para ver também o making of. Fantástico!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quando um ovo vira um retângulo

Não consigo pensar em filhos sem pensar, necessariamente, em como seria capaz de passar horas e horas espalhando pela casa marcas de patas de coelho por ocasião da Páscoa, ou em simular vestígios da passagem do Papai Noel na véspera do Natal.

Maridão fica confuso todas as vezes em que expresso estes desejos. Não seriam estas as festas máximas do cristianismo? Então, qual a relação entre um bichinho peludo, um velho barbudo e o Cristo? Tento esboçar algumas respostas, umas mais e outras menos convincentes acerca destas associações. Mas tenho que admitir, ao cabo da conversa, que o apelo comercial prevalece e se apropria do calendário cristão.

Mas racionalizar a coisa nestes termos não diminui o apelo que o coelhinho e os ovos exercem sobre mim, sinto muito. Tampouco adianta ler aquilo que todos já sabemos: que os ovos de Páscoa custam entre 50 e 70% a mais que o equivalente em bombons e barras (ainda duvida? Então clique aqui e veja o comparativo). Dificil não se deixar seduzir!

Neste ano, contudo, não nutri especiais desejos por ovos de Páscoa. Para uma chocólatra, como eu, isto é mesmo incrível. Não vi nenhum lançamento que me deixasse com água na boca, pelo contrário. Achei detestável o fato das empresas investirem cada vez mais em "ovos com brinquedos" - talvez o dia em que eu for mãe eu até aprove a ideia, não sei - e nos ovos com formato inusitados. Ovo retangular e ovo redondo não são, por definição, ovos, correto? Algumas modernizações me irritam profundamente!

Para não dizer que a Páscoa vai passar em branco, tenho cá comigo um ovo Alpino. Troquei os pontos acumulados nos programas de fidelização pelo ovo, que chegou super ultra mega embalado pela Submarino: dentro de uma caixa de isopor, caixa esta devidamente isolada em uma caixa maior por cerca de 18 (!) bolhas plásticas. Um exagero de plásticos, em minha opinião, tudo para manter intacto o tal ovo e evitar reclamações dos coelhos de plantão. Que seja...

E que venha a promoção das colombas pascais!