
Uma amiga sempre diz que há um espacinho reservado no céu para algumas pessoas que ela considera serem especiais. Tipo o inventor da máquina de lavar, sabe? Eu incluiria nesta lista mais meia dúzia de inventores, pelo menos, e dentre eles a gentil pessoa que teve a brilhante ideia de produzir fósforos de segurança - aquele maiorzinho, que evita que uma pessoa inábil como eu se queime toda a vez que pretende preparar aquele café esperto.
Mas se tem um espaço no céu para estas pessoas "do bem", há de ter também algo similar na outra ponta, para os "do mal". E lá tenho a certeza de que habitará por toda a eternidade o conjunto de infelizes responsáveis pela criação e execução das malfadadas dinâmicas motivacionais que frequentam os treinamentos das empresas. Quem aqui nunca se viu tendo que gesticular de uma forma ridícula e cantarolar uma musiquinha qualquer? Você não? Eu já. E é por isso que cada vez que eu assisto a mais nova propaganda institucional do Itaú, eu me deprimo. E torço para que uma amiga que lá trabalha tenha ficado doente de mentirinha no dia da infame gravação.
Junto com esta galera também devem estar todos os gerentes que obrigam os seus funcionários a usarem parafernálias, roupas e adereços rídiculos, seja por conta da Páscoa, do vindouro dia dos namorados, da Festa Junina ou até mesmo da Copa do mundo. Hoje, ao abrir a cortina do escritório, fui surpreendida pela imagem de bandeirolas verdes e amarelas enfeitando o sacolão de frutas e verduras que tem aqui perto de casa. Inclassificável.
De acordo?
Imagem: We heart it.














