domingo, 31 de julho de 2011

Envelheço na cidade

Desde ontem eu sou uma feliz proprietária de um bule azul, decorado com matrioska (como o da foto, produto da Trevisan Concept). E de uma toalha de mesa belíssima, trazida diretamente de terras lusitanas e inspirada na linda tradição dos lenços dos namorados. E de um kit de banho produzido com produtos naturais, super aromáticos. 


Dia antes do aniversário chegou aqui, nas mãos do maridão, uma bela caixa amarela, com lindo laço de cetim cinza, contendo uma outra caixa revestida de tecido e, em seu interior, um caderninho igualmente revestido de tecido, tipo moleskine. O padrão das estampas? Matrioskas!
#morri.


E antes também chegou uma echarpe linda - que estou louca para estrear, mas o calorão de São Paulo não deixa. Todos os mimos pelo aniversário me deixaram felizes, mas ainda mais feliz fiquei com a companhia de alguns amigos e colegas de trabalho, entre um almoço em um restaurante japonês e um café em um dos lugares mais fofos que conheci nos últimos tempos, o Kohii Café. Se algum dos caros leitores estiver nos arredores da Liberdade, não deixem de conhecer o lugar e experimentar lá um delicioso café acompanhado de um bolo cremoso de chocolate, simplesmente divino!


O mês de julho foi todo ele, aliás, marcado por doces encontros e comemorações especiais (além de meu aniversário, também comemoramos, maridão e eu, onze anos de relacionamento!!!).


Neste mês maridão e eu recebemos a visita de um amigo recém retornado ao país e foi muito boa a sensação de solidez de nossos afetos. Depois, tive o enorme prazer de conhecer a Ana Paula, com quem mantinha contato virtual a partir do Matutando. Passamos uma tarde deliciosa, refletindo juntas sobre as descobertas e desafios que a vida acadêmica pós defesa de tese nos reserva, ao longo da visita ao Museu do Futebol - que, aliás, é bem interessante! - e de um suco esperto na cafeteria da Livraria da Vila, na Vila Madalena, um dos meus recantos preferidos ali na região. Parecia que a gente se conhecia há um tempão (e não digo isso porque ela, super fofa, trouxe para mim um corrupio lindo, ok?). Por fim, pude matar um pouquinho das saudades que sinto de um colega da turma de doutorado que, na rápida passagem por São Paulo,  dedicou parte de seu tempo para conferir comigo uma exposição no Museu Afro Brasil.  No caminho, também rolou muita conversa boa, além de uma preciosa troca de conselhos, experiências e afeto sincero.


O mês também teve lá seus dias não tão bons. As cartas não enviadas e não recebidas. O telefone mudo. O acervo de fotos sem novos registros de sorrisos. A Monalisa que insistiu em pregar susto na gente e vomitar seguidamente. A procrastinação que retardou exames médicos, matrícula em academia, revisão de textos e a contratação de uma nova faxineira. O concurso sem datas marcadas. O concurso com data marcada.


Mas como hoje eu ainda estou particularmente sob o efeito das emoções de ontem (e que me guiam por outros tantos afetos bons), vou pensar apenas nas matrioskas, nas quadrinhas portuguesas, nos aromas inebriantes, nas cadernetas à espera de registros e na lembrança renovada de que cada coisa tem seu espaço e seu tempo.



Um comentário:

  1. Em primeiro lugar, Feliz aniversário Eva! E quanto a fase pós-defesa, sei bem do que vc está falando. Boa sorte daqui pra frente, boas vibrações e coragem...sempre!

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